Greve afeta 3 linhas da CPTM em São Paulo nesta terça-feira; rodízio está suspenso

Determinação judicial estabelecia mínimo de 80% nos horários de pico, mas linha 13 segue completamente parada. Metrô abre estações mais cedo e 128 ônibus reforçam o transporte

04 ago, 2026
Trem da CPTM lotado | Reprodução/X/@g1
Trem da CPTM lotado | Reprodução/X/@g1

Ferroviários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM iniciaram greve na madrugada de terça-feira (4 de agosto). A linha 13-Jade permanece totalmente paralisada, enquanto as linhas 11 e 12 funcionam com operação parcial. O Tribunal Regional do Trabalho tinha exigido patamares mínimos de circulação que não foram integralmente respeitados.

As demais linhas concedidas da empresa, 7-Rubi, 8-Diamante, 9-Esmeralda e 10-Turquesa, funcionam normalmente. O Expresso Aeroporto também não circula, impactando principalmente moradores da Zona Leste de São Paulo e de municípios como Guarulhos, Ferraz de Vasconcelos, Poá, Itaquaquecetuba, Suzano e Mogi das Cruzes. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil mantém a paralisação por prazo indeterminado.

Exigências judiciais não atendidas

Tribunal Regional do Trabalho determinou a operação de 80% do efetivo nos horários de pico e de 60% nos demais períodos. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 400 mil ao sindicato.

O tribunal proferiu essa decisão após a CPTM recorrer quando a greve foi deflagrada. Apesar da ordem, a linha 13-Jade segue completamente imobilizada. As linhas 11 e 12 cumprem o patamar judicial estabelecido, conforme apurado junto à operadora.

Mobilização de recursos alternativos

A CPTM acionou mecanismos de contingência focando em trechos de maior volume de passageiros. O Metrô liberou as linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata quatro horas mais cedo que o habitual. A linha 3-Vermelha, que serve a zona Leste e oferece integração com os ramais paralisados, ganhou composições extras em operação, com manobras intermediárias em pontos estratégicos para aumentar o fluxo de viagens.


Greve na CPTM (Vídeo: reprodução/X/@GloboNews)


A operadora prevê também enviar trens vazios para estações que registrem superlotação nas plataformas. Efetivos reforçados de servidores foram alocados em Corinthians-Itaquera, Tatuapé, Brás e Palmeiras-Barra Funda para orientar viajantes e organizar o fluxo nos terminais principais.

128 ônibus foram mobilizados pelo Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) para cobrir os trechos paralisados:

  • Linha 11-Coral entre Estudantes e Corinthians-Itaquera
  • Linha 12-Safira entre São Miguel Paulista e Calmon Viana
  • Linha 13-Jade entre Aeroporto-Guarulhos e Engenheiro Goulart

Reforço na segurança e negociações

A Polícia Militar intensificou o policiamento preventivo em estações ferroviárias e aumentou patrulhas de trânsito para manter a fluidez nas vias afetadas. O Centro Integrado de Operações Coordenadas funciona continuamente, articulando órgãos públicos para monitoramento e respostas rápidas à situação.

O governo estadual reuniu-se com representantes sindicais na segunda-feira (3). O Estado reafirmou seu compromisso com a manutenção dos postos de trabalho e análise de projetos de lei conforme pleiteado pela categoria, incluindo absorção de empregados por outros órgãos públicos estaduais, incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM e inclusão dos trabalhadores no Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe).

O rodízio de veículos foi suspenso nesta terça (4) como medida complementar. O Metrô e monotrilho operam com estratégia especial para reduzir os impactos da paralisação nos ramais que funcionam.

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