Daniel Vorcaro presta novo depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira

Depoimento por videoconferência ocorre enquanto defesa tenta revogar prisão preventiva do dono do Banco Master

30 set, 2026
Daniel Vorcaro | Reprodução/X/@CNNBrasil
Daniel Vorcaro | Reprodução/X/@CNNBrasil

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, prestará novo depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira (30/9), às 14h (horário de Brasília), por videoconferência. Os investigadores devem ouvi-lo sobre o grupo chamado ‘A Turma’, suposta organização criminosa com quatro núcleos distintos que funcionaria sob sua coordenação.

A investigação

Segundo a PF, a ‘Turma’ era uma organização criminosa estruturada em núcleos específicos com papéis definidos. Vorcaro teria atuado como articulador das ações financeiras do grupo, segundo os investigadores. A Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro, aponta o banqueiro como responsável por elaborar estratégias para o funcionamento da organização.

As acusações contra Vorcaro incluem fraudes financeiras, corrupção, ocultação de patrimônio, intimidação e obstrução de justiça, conforme informações da PF. A prisão preventiva foi determinada pela segunda vez durante a terceira fase da operação, em março.

O ministro André Mendonça justificou a prisão preventiva com o “risco concreto de interferência nas investigações”. A decisão manteve Vorcaro detido enquanto os investigadores prosseguem na coleta de provas.


 

Daniel Vorcaro, um homem branco, cabelos e barba castanhos; veste terno e gravata; o fundo é cinza

Daniel Vorcaro (Foto:reprodução/Instagram/@luizmelodiario)


A defesa

A defesa de Vorcaro argumenta que ele “vem tentando cooperar com as investigações e com a Justiça por meio dos institutos previstos pela legislação processual penal”. Conforme a estratégia processual da defesa, as oportunidades para Vorcaro se manifestar verbalmente foram escassas até aqui.

O advogado Thiago Machado sustenta que os episódios mencionados pela PF ocorreram entre abril de 2024 e julho de 2025, bem antes da deflagração da Operação Compliance Zero em novembro. Segundo a defesa, os fatos nada tinham a ver com atividades do Banco Master e estariam relacionados a eventos isolados da vida privada de Vorcaro.

Machado alegou também que Vorcaro vinha sendo vítima de extorsões e ameaças de exposição da intimidade por ex-funcionários particulares. A defesa argumenta que os episódios teriam sido praticados por terceiros, não por Vorcaro. Segundo a defesa, transcorreram quase 12 meses de prisão sem qualquer notícia, indício ou apontamento de novo episódio dessa natureza, indicando inexistir elemento concreto que autorize falar em reiteração de comportamento semelhante.

A defesa sustenta que os fatos não são novos ou contemporâneos, como exige a lei processual. Conforme argumentação de Machado, não se trata de atos voltados a embaraçar investigação que, à época, sequer existia. O requerimento de revogação ou substituição da prisão preventiva foi apresentado ao presidente do STF, Edson Fachin, e ainda não foi analisado.

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