Delcy Rodríguez, presidente-interina da Venezuela, tem mudança de postura perante os EUA
Durante discurso na ONU, a presidente-interina ignorou antigo parceiro político e fala sobre a aproximação da Venezuela com os EUA
Na última terça-feira (22), Delcy Rodríguez discursou na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Durante a fala, chamou atenção a mudança de posicionamento da presidente-interina em comparação com um discurso anterior, realizado em 2019, também na ONU. Na ocasião, Rodríguez era vice-presidente de Nicolás Maduro e o representava no evento.
Em seu mais recente discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, desta vez como chefe do país, Delcy Rodríguez adotou uma nova abordagem ao demonstrar uma postura de aproximação com os Estados Unidos e agradecer ao presidente Donald Trump. Segundo ela, Trump retomou o caminho das relações diplomáticas e da cooperação entre os dois países.
Recalculando a rota
No discurso de sete anos atrás, a presidente-interina exaltava Maduro enquanto repreendia Donald Trump por reconhecer seu rival, Juan Guaidó, como presidente legítimo da Venezuela. Na mesma fala, ressaltou que vinha em nome da única Venezuela digna e corajosa, que não se curvaria a qualquer poder imperial.
Em seu mais recente discurso, Delcy Rodríguez ignorou completamente o então presidente venezuelano, que, em janeiro, foi capturado por forças especiais dos Estados Unidos e transferido para uma prisão situada a apenas 15 quilômetros da sede da ONU, onde permanece como réu. Delcy sequer citou o nome de Maduro durante sua fala.
Aproximação com os EUA
Na mudança de postura, a vice-presidente afirmou que a Venezuela deve abandonar o caminho que permitiu que o extremismo e a intolerância prevalecessem sobre a convivência democrática e pacífica. Rodríguez, que anteriormente se opunha a Trump, agora adota uma postura de cooperação com o presidente americano.
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Delcy Rodríguez na ONU (Vídeo: reprodução/Instagram/(delcyrodriguezv)
Durante os 18 minutos no púlpito da ONU, Delcy Rodríguez falou de forma positiva sobre o acordo feito com os Estados Unidos, que concede ao país o direito da exploração de um quinto das reservas de petróleo bruto da Venezuela. A vice-presidente também citou que serão convocadas eleições, mas não deu previsão de quando irão ocorrer.
