Reviravolta: MP toma decisão e rejeita denúncia feita pelos filhos de Erasmo Carlos contra viúva

Órgão identificou na acusação um componente de misoginia e determinou que não havia elementos para investigação criminal

27 ago, 2026
Erasmo Carlos | Reprodução/Instagram/@erasmocarlosbr
Erasmo Carlos | Reprodução/Instagram/@erasmocarlosbr

A acusação apresentada pelos filhos de Erasmo Carlos contra Fernanda Esteves, viúva do cantor falecido em 22 de novembro de 2022, foi rejeitada pelo Ministério Público. Segundo a decisão do órgão, os herdeiros não apresentaram fundamento suficiente para justificar uma investigação de natureza criminal, e a denúncia carregava um viés discriminatório contra a viúva.

O Ministério Público rejeitou a acusação apresentada pelos filhos de Erasmo Carlos contra Fernanda Esteves, viúva do cantor. Segundo a decisão, a iniciativa dos herdeiros não reuniu elementos suficientes para sustentar uma investigação criminal e estaria marcada por uma abordagem misógina contra Fernanda.

Leonardo e Gil Esteves acionaram a Delegacia de Defraudações do Rio de Janeiro com uma notícia-crime que questionava movimentações bancárias posteriores à morte do artista, que era um dos símbolos da Jovem Guarda e trabalhou longamente com Roberto Carlos. Os herdeiros alegaram que as transações poderiam configurar apropriação indébita ou furto com abuso de confiança.

Os números da disputa

Os filhos do cantor indicaram transferências que somavam R$ 345 mil. A maior delas, no montante de R$ 300 mil, teria sido realizada no mesmo dia do falecimento de Erasmo, com destino a uma conta associada à viúva. Complementando a lista de questionamentos, houve uma segunda transferência de R$ 45 mil, ocorrida semanas depois, conforme apontado pelos herdeiros como pagamento de honorários jurídicos contratados por Fernanda.

Os advogados dos filhos requereram a abertura de inquérito e o depoimento da viúva, estruturando o argumento em torno das movimentações como potencial ilícito. O Ministério Público, contudo, examinou o material e concluiu não haver base para responsabilizar criminalmente Fernanda Esteves.


Imóvel foi arrombado hoje (Vídeo: reprodução/YouTube/Balanço Geral)

O caminho patrimonial segue aberto

O encerramento da investigação criminal não fecha as questões relacionadas à herança. Fernanda e os herdeiros de Erasmo prosseguem em litígio no inventário sobre a divisão de bens, a administração do espólio e os direitos derivados da obra artística do músico, cujo legado possui valor significativo no mercado.

As pendências patrimoniais abrangem propriedades imobiliárias, veículos e direitos sobre composições musicais e imagem. Erasmo Carlos e Fernanda casaram-se em 2019 e permaneceram juntos até a morte do artista. Sem comprovação de ato criminoso por parte de quem movimentou os valores, o Ministério Público determinou não haver justa causa para prosseguir na esfera criminal.

Até o momento, os representantes de Fernanda Esteves não fizeram pronunciamento sobre a decisão. Os advogados dos filhos do cantor também não responderam a solicitações de comentário. O caso continua em tramitação na área patrimonial, onde a disputa sobre sucessão e gestão do espólio permanece em aberto.

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