Desemprego no Brasil cai durante terceiro trimestre

O número de pessoas ocupadas cresce no país durante a reta final do ano batendo recordes em comparação aos anos anteriores no mesmo período

30 out, 2026
Bandeira brasileira | reprodução/wikimedia commons/The Department for Culture, Media and Sport
Bandeira brasileira | reprodução/wikimedia commons/The Department for Culture, Media and Sport

Durante o terceiro trimestre de 2026 a taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,2%, sendo o menor número durante este mesmo período desde 2012. Os dados apresentados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua e que foram divulgados nesta sexta-feira, dia 30 de outubro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam uma queda de 0,2% em relação ao segundo trimestre, que teve seu fim em julho, quando a taxa era de 5,4%. em comparação com o ano passado, durante o mesmo período, a queda foi de 0,4%.

Taxa de desemprego em queda desde 2024

Conforme afirma o veículo do G1, “segundo o IBGE, o país tinha 5,6 milhões de pessoas desocupadas no trimestre encerrado em setembro, uma redução de 4% (menos 234 mil pessoas) em relação aos três meses anteriores”.

A população ocupada, que, segundo o IBGE, são aqueles que trabalham pelo menos uma hora completa na semana de referência em atividade remunerada (seja em dinheiro, mercadorias ou benefícios), em ajuda a negócio familiar, ou que estava temporariamente afastada de seu trabalho, estando de acordo com os critérios da PNAD Contínua, chegou a 103,6 milhões de pessoas.

O setor de construção registrou um aumento de 2,8% no trimestre e, no total, foram cerca de 210 mil pessoas trabalhando nesta área. O número de empregadores também cresceu, chegando a 4,5 milhões, valor esse que subiu 4,3% em relação ao trimestre anterior, com 184 mil pessoas a mais e avançando 6,4% na comparação anual. E no setor público, atualmente são 13,2 milhões de pessoas ocupadas. O aumento foi de 2,5% em comparação com o mesmo período de 2025.

O movimento do mercado de trabalho em 2026 pode ter relações com as incertezas que rodeiam as eleições deste ano, de acordo com William Kratochwill, analista do IBGE.


Carteira de trabalho brasileira (foto: reprodução/getty images embed/Erlon Silva)


Alta nos números de carteiras assinadas e na renda dos trabalhadores

Apesar de os empregos formais com carteira assinada no setor privado não apresentarem crescimento significativo nos últimos meses, excluindo os trabalhadores domésticos, ainda são 39,4 milhões de pessoas no total, o que é o maior contingente já registrado pela série histórica da pesquisa.

Enquanto isso, o rendimento habitual de todos os trabalhos se estabilizou em relação ao trimestre anterior, ficando em R$3.777, tendo uma alta de 3,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com o G1, a massa de rendimento real habitual, que corresponde à soma dos rendimentos recebidos pelos trabalhadores, alcançou R$385,6 bilhões, o maior valor da série histórica. O resultado representa alta de 1,4% no trimestre (R$5,2 bilhões a mais) e de 4,8% em um ano (R$17,5 bilhões a mais).

 

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