Midterms 2026: entenda as eleições de meio de mandato nos EUA
Entenda as midterms 2026, eleições de meio mandato nos EUA que renovam o Congresso e colocam em disputa governos estaduais e referendos
O período eleitoral nos Estados Unidos começa, e aproximadamente 250 milhões de eleitores devem comparecer à urnas no dia 3 de novembro para as chamadas “midterms“, eleições de meio de mandato voltadas principalmente para a renovação do congresso.
As midterms acontecem dois anos após a eleição para presidente. Neste ano, serão 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil, e cerca de um terço das 100 cadeiras do Senado. Também haverá eleições para governadores e diversos cargos estaduais e locais.
Congresso dos EUA é palco da disputa entre republicanos e democratas
Atualmente, o partido republicano possui maioria nas duas casas do Congresso. Embora os republicanos tenham ampliado sua vantagem em cinco cadeiras em 2024, os democratas enxergam uma oportunidade de voltar a ser maioria e precisam conquistar alguns distritos controlados atualmente pelo Partido Republicano como Texas e Flórida.
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O presidente Donald Trump participa de um comício de campanha para as eleições de meio de mandato em Daytona Beach, na Flórida. (Foto: reprodução/Instagram/@evanvucci)
O cenário é diferente no Senado. Os senadores têm mandatos de seis anos, e aproximadamente um terço das vagas é colocado em disputa a cada dois anos. Em 2026, 35 das 100 cadeiras estarão em jogo. Os republicanos possuem 53 senadores, enquanto os democratas precisam conquistar quatro para alcançar a maioria.
Nas midterms de 2018, os republicanos perderam 41 cadeiras nas Câmara, isso ainda durante o primeiro mandato de Donald Trump. Quatro anos depois, durante a presidência de Joe Biden, foram os democratas que sofreram uma redução de nove cadeiras.
Pesquisas mostram vantagem dos democratas antes das eleições
As pesquisas atuais indicam uma vantagem democrata na disputa nacional. De acordo com o G1, um levantamento da Sienna College realizado pelo The New York Times, aponta uma diferença entre os percentuais entre os candidatos dos dois partidos entre eleitores registrados. A situação econômica aparece entre os principais fatores que podem influenciar o voto.
Nessa mesma pesquisa, 21% dos entrevistados consideram as condições econômicas dos Estados Unidos “boas” ou “excelentes“. Já para os 53%, a situação se encaixa como “medíocre“.
Quando se trata do governo de Donald Trump, a percepção é predominantemente negativa. O G1 afirma que, segundos dados compilados pelo analista político Nate Silver, 37% dos americanos aprovam a atuação de Trump, enquanto 60% apresentam uma avaliação desfavorável.
Entre as projeções divulgadas antes da votação, a Câmara aparecia como o cenário mais favorável aos democratas. O Decision Desk HQ atribuía ao partido 79% de chance de conquistar novamente a maioria. A disputa pelo Senado era considerada mais equilibrada, com uma probabilidade estimada em 57% de mudança no comando da Casa.
Registro da campanha da candidata democrata ao governo de Oklahoma, Cyndi Munson. (Foto: reprodução/Instagram/@nickoxfordphoto)
Eleições vão além da disputa pelo Congresso
Além das disputas pelo Congresso, haverá também para governador em 36 estados. Os eleitores também participarão de 145 referendos estaduais sobre diferentes temas, como o direito a aborto e questões relacionadas à tributação.
Os gastos das campanhas tembém devem atingir um novo patamar. O G1 afirma que a Agência AdImpact, partidos e candidatos devem desembolsar aproximadamente US$ 11,6 bilhões (R$ 63,8 bilhões) em publicidade eleitora ao longo de 2026.
A cifra representa um aumento em relação aos US$ 8,9 bilhões (R$ 48,9 bilhões) gastos nas midterms de 2022. O valor estimado para este ano também supera o montante registrado em 2024.
Além de definir a composição do Congresso, o resultado das midterms poderá servir como um termômetro da aprovação do governo Trump. O desempenho de republicanos e democratas também pode influenciar os próximos movimentos dos partidos nas disputa presidencial de 2028.

