Embaixadora dos EUA é demitida após alegações alarmantes

Onda de matérias em diversos portais levantam suspeitas sobre Kimberly Guilfoyle vender acesso a autoridade do governo norte americano de Trump

13 out, 2026
bandeira grega | foto: reprodução/wikimedia commons/Jakub Hałun
bandeira grega | foto: reprodução/wikimedia commons/Jakub Hałun

A embaixadora dos Estados Unidos na Grécia, nesta terça-feira, dia 13 de outubro, foi convidada a se retirar de seu cargo, como informou a Casa Branca. O anúncio foi emitido após reportagens denunciarem atitudes suspeitas por parte de Kimberly Guilfoyle, dizendo que ela vendia acesso às autoridades do governo Trump em troca de dinheiro, presentes e favores. Guilfoyle afirma em redes sociais que as notícias são falsas e que vai se defender de acusações tão graves.

 

Posicionamento dos governos e da embaixadora

Posteriormente, na segunda-feira, dia 12 de outubro, Trump já havia dito que estava ponderando demitir Guilfoyle, que já foi noiva de seu filho, Donald Trump Jr. No dia seguinte, ele disse aos entrevistadores que “Ela estava fazendo um bom trabalho, mas não gostamos do que estávamos lendo.”
Katie Zacharia, a nova secretária de imprensa da Casa Branca, confirmou que a embaixadora da Grécia foi convidada a se demitir, dizendo “Ela tem sido um recurso maravilhoso para a equipe, e desejamos tudo de bom para ela.”

Kimberly se pronunciou no X, dizendo que ainda possui respeito é grata a Trump e ao secretário de Estado Marco Rubio. “Embora meu mandato como embaixadora possa estar chegando ao fim, meu compromisso com o presidente Trump, com o movimento ‘America First’ (EUA em primeiro) e com o país que amo nunca terminará”, adicionou. “Essas alegações são falsas, e pretendo defender vigorosamente meu nome, minha reputação e minha integridade.”, finalizou.

Até então, o governo grego não se pronunciou diante das alegações. O Departamento de Estado e a embaixada de Washington em Atenas também não deram seu parecer mesmo diante dos pedidos de comentários.


Kimberly Guilfoyle durante discurso em Atenas (foto: reprodução/getty images embed/MARK SCHIEFELBEIN)


As alegações

O portal de notícias “The Wall Street Journal” deixou o parlamento norte-americano alarmado após publicarem reportagens desde o mês passado afirmando que Kimberly Guilfoyle teria ameaçado minar o governo grego usando da influência que os Estados Unidos tem.

O WSJ, em uma dessas reportagens, conta sobre a relação próxima que a embaixadora  tinha com um lobista de uma empresa grega de energia e sua promoção dessa mesma empresa. Outra menciona uma série de áudios gravados em que ela se gabava de seus laços com empresários gregos ricos enquanto buscava um convite para um jantar em homenagem a outro dos filhos de Trump, Eric, em Davos.

Eric Deters, empresário norte-americano, disse ao jornal que Guilfoyle havia oferecido acesso a autoridades do governo dos EUA em troca de dinheiro, exigindo que ele pagasse uma fatura de cartão de crédito no valor de US$100 mil, o que equivale a R$501 mil. 

O órgão de fiscalização interna do Departamento de Estado estava investigando as alegações de comportamento inadequado por parte dos funcionários da embaixada de Atenas, segundo o jornal britânico Daily Mail.

 

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