Flávio Bolsonaro usa passaporte cancelado para entrar nos EUA
Flávio Bolsonaro chega a Miami nesta quarta, utilizando passaporte diplomático cancelado por Alexandre de Moraes após investigação de lavagem de dinheiro
O ex-candidato à presidência da República, Flávio Bolsonaro, entrou nos EUA utilizando o passaporte diplomático cancelado pela Polícia Federal. A informação foi divulgada pelo Metrópole e confirmada pela CNN Brasil. O senador chegou em Miami na manhã desta quarta-feira, 28, em um avião fretado, com a mulher, Fernanda Bolsonaro, e as filhas.
O documento foi cancelado ontem, 27, pela PF após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes. Emitido em fevereiro de 2023, teria validade até 31 de julho de 2027, mas foi determinado o cancelamento, tanto do passaporte comum quanto do diplomático, após descumprimento de decisão judicial que pedia a entrega dos documentos.
A U.S. Customs and Border Protection, agência americana responsável pela proteção de fronteiras, deixa disponíveis publicamente os registros. O número do documento no site é o mesmo que o Senado Federal tem na lista oficial de controle de passaportes diplomáticos.
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Post feito ontem nas redes sociais do ex-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (Post:reprodução/instagram/@flaviobolsonaro)
O trajeto
Flávio não saiu diretamente do Brasil para Miami. Antes de chegar aos EUA, o senador passou pela Argentina e Equador, usando seu passaporte italiano para entrar no território argentino. A esposa, Fernanda, e uma das filhas utilizaram passaportes brasileiros, enquanto a outra filha usou o RG.
De acordo com a Direção Nacional de Migrações da Argentina, órgão oficial de imigração do país, Flávio cruzou a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Puerto Iguazú, por volta das 22h50 de terça-feira. O serviço ainda afirma que toda a família apresentou documentação de viagem válida, sem nenhum incidente.
O grupo saiu da Argentina com destino a Guayaquil e, de lá, foram para Miami.
A fuga
Flávio Bolsonaro concorreu ao segundo turno das eleições presidenciais brasileiras no último domingo (25) e perdeu para o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. O senador é investigado no Supremo Tribunal Federal por lavagem de dinheiro, corrupção e evasão de divisas, incluindo o caso envolvendo transações suspeitas ao advogado Willer Tomaz e plataformas de apostas, além do financiamento do filme “Dark Horse”, biografia de Jair Bolsonaro, seu pai.
