Segurança pública e saúde são deficiências do governo Lula, apontam eleitores

Uma nova pesquisa do Datafolha indicou as áreas com melhor e pior avaliação do atual governo; educação e combate à miséria são bem avaliados

18 maio, 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O governo do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em pesquisa do Datafolha, realizada com o eleitorado brasileiro, foi avaliado negativamente em temas considerados prioritários para o país, como segurança pública e saúde. Por outro lado, a pesquisa divulgada no último domingo (17), indica pontos fortes do governo a educação e o combate à miséria.

A opinião do eleitorado

A pesquisa revelou que, na avaliação de 16% dos entrevistados, o atual governo tem a segurança pública como o pior desempenho registrado, seguido da saúde, com 15%, e a economia junto da corrupção, ambos com 13%. Para apoiadores do governo Lula, 18% indicam a segurança como uma das principais deficiências da atual gestão.


Presidente Lula, durante discurso no Palácio do Planalto, no dia 12 de maio (Foto: reprodução/Evaristo Sa/Getty Images Embed)


Em contrapartida, temas como o combate à fome e à miséria são bem avaliados por 13% do eleitorado, em sequência, o combate ao desemprego, com 10% e a educação com 6%, sendo esses os principais a receberem avaliações positivas. Nesta área de pontos fortes do governo, ainda temos a saúde e a igualdade racial, ambos também com 6%, habitação, cultura e relações exteriores com 5%, direitos humanos com 4% e povos indígenas com 3%.

Outros questionamentos da pesquisa

Ao questionar o eleitorado sobre qual deveria ser a prioridade da gestão Lula, 34% responderam a área da saúde, em seguida a educação e a segurança pública, com 12%,  a economia com 11%, a corrupção e o combate à miséria, com 7% e o combate ao desemprego com 6%. De maneira menos unânime entre os entrevistados, ficaram os segmentos de direitos humanos com 2%, e meio ambiente e mudanças climáticas, habitação, igualdade racial e ciência e tecnologia, todos com 1%. Povos indígenas, relações exteriores e cultura não pontuaram.

O levantamento feito pela pesquisa entrevistou cerca de 2.000 pessoas acima dos 16 anos, entre os dias 12 e 13 de maio deste ano. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, sob o código BR-00290/2026.

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