Greve nos Correios: trabalhadores param em todo o país a partir desta sexta

Trabalhadores paralisaram atividades após fracasso nas negociações sobre mudanças no plano de saúde junto ao Tribunal Superior do Trabalho

11 set, 2026
Fachada da sede dos Correios (Foto: Reprodução/X/@CNNBrasil)
Fachada da sede dos Correios (Foto: Reprodução/X/@CNNBrasil)

A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) aprovou greve por tempo indeterminado dos Correios. Assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10) reuniram sindicatos de todos os estados. A paralisação iniciou às 22h. O principal motivo da greve é a pretensão da empresa de alterar o plano de saúde dos funcionários.

As negociações chegaram ao fim sem acordo entre as partes. Segundo a Findect, os trabalhadores buscaram um caminho negociado, mas a empresa manteve sua posição em questão considerada essencial pela categoria.

Negociações e mediação no TST

A decisão das assembleias encerra sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). Conforme a Findect, a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores.

A federação também destacou que a greve representa uma nova fase da Campanha Salarial, após as negociações terminarem sem acordo.

Na Paraíba, conforme informou o presidente do Sintect-PB, Tony Sérgio, apenas os serviços administrativos internos seguem em funcionamento durante a paralisação. A situação em outros estados ainda não foi confirmada.


Agência dos Correios (Foto: reprodução/Joa_Souza/ Getty Images Embed)


Sindicatos que aderiram à greve

A greve incorpora sindicatos de todas as unidades federativas. Entre eles:

  • Sintect-PB (Paraíba)
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Alagoas
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Bahia
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Ceará
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Distrito Federal
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Espírito Santo
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Goiás
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Maranhão
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Mato Grosso
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Mato Grosso do Sul
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Minas Gerais
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Pará
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Paraná
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Pernambuco
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Rio de Janeiro
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Rio Grande do Norte
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Rio Grande do Sul
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Rondônia
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Roraima
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Santa Catarina
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de São Paulo
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Sergipe
  • Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Tocantins

O G1 procurou os Correios para obter posicionamento e aguarda retorno.

Situação financeira dos Correios

Os Correios acumulam prejuízos há 15 trimestres consecutivos. No primeiro semestre de 2026, a empresa registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões, conforme suas demonstrações financeiras. O segundo trimestre apresentou resultado negativo inferior aos trimestres imediatamente anteriores.

A empresa recebeu R$ 12 bilhões em empréstimo no encerramento do ano passado. De acordo com a G1, os Correios aguardam novo empréstimo de R$ 7 bilhões até 15 de setembro, financiado por consórcio que inclui Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul. O novo empréstimo já havia sido confirmado pela empresa nas informações financeiras do primeiro semestre.

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