Greve nos Correios: trabalhadores param em todo o país a partir desta sexta
Trabalhadores paralisaram atividades após fracasso nas negociações sobre mudanças no plano de saúde junto ao Tribunal Superior do Trabalho
A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) aprovou greve por tempo indeterminado dos Correios. Assembleias realizadas na noite de quinta-feira (10) reuniram sindicatos de todos os estados. A paralisação iniciou às 22h. O principal motivo da greve é a pretensão da empresa de alterar o plano de saúde dos funcionários.
As negociações chegaram ao fim sem acordo entre as partes. Segundo a Findect, os trabalhadores buscaram um caminho negociado, mas a empresa manteve sua posição em questão considerada essencial pela categoria.
Negociações e mediação no TST
A decisão das assembleias encerra sucessivas rodadas de negociação e tentativas de mediação junto ao Tribunal Superior do Trabalho (TST). Conforme a Findect, a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores.
A federação também destacou que a greve representa uma nova fase da Campanha Salarial, após as negociações terminarem sem acordo.
Na Paraíba, conforme informou o presidente do Sintect-PB, Tony Sérgio, apenas os serviços administrativos internos seguem em funcionamento durante a paralisação. A situação em outros estados ainda não foi confirmada.
Agência dos Correios (Foto: reprodução/Joa_Souza/ Getty Images Embed)
Sindicatos que aderiram à greve
A greve incorpora sindicatos de todas as unidades federativas. Entre eles:
- Sintect-PB (Paraíba)
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Alagoas
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Bahia
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Ceará
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Distrito Federal
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Espírito Santo
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Goiás
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Maranhão
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Mato Grosso
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Mato Grosso do Sul
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Minas Gerais
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Pará
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Paraná
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Pernambuco
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Rio de Janeiro
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Rio Grande do Norte
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Rio Grande do Sul
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Rondônia
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Roraima
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Santa Catarina
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de São Paulo
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Sergipe
- Sindicatos de trabalhadores dos Correios de Tocantins
O G1 procurou os Correios para obter posicionamento e aguarda retorno.
Situação financeira dos Correios
Os Correios acumulam prejuízos há 15 trimestres consecutivos. No primeiro semestre de 2026, a empresa registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões, conforme suas demonstrações financeiras. O segundo trimestre apresentou resultado negativo inferior aos trimestres imediatamente anteriores.
A empresa recebeu R$ 12 bilhões em empréstimo no encerramento do ano passado. De acordo com a G1, os Correios aguardam novo empréstimo de R$ 7 bilhões até 15 de setembro, financiado por consórcio que inclui Citibank, J.P. Morgan, Deutsche Bank e Banrisul. O novo empréstimo já havia sido confirmado pela empresa nas informações financeiras do primeiro semestre.
