Hantavírus: Casos do Paraná e de navio de cruzeiro não estão ligados

Dois casos de hantavirose são registrados em estado brasileiro no mês em que outros foram diagnosticados em passageiros de cruzeiro que seguia para Espanha

08 maio, 2026
Vírus | Reprodução/Freepik/kjpargeter
Vírus | Reprodução/Freepik/kjpargeter

A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná informou que os dois casos de hantavirose registrados no estado não estão correlacionados com o cruzeiro MV Hondius que seguia em direção à Espanha e também registrou o vírus em maio deste ano. As contaminações no estado brasileiro foram identificadas nos municípios de Pérola d’Oeste e Ponta Grossa, mais 11 casos seguem sendo investigados.

Uma nova crise?

Segundo a Sesa, não há registro da circulação do vírus Andes no Paraná, que são os de transmissão viral, de pessoa para pessoa, como os registrados pela OMS, sendo os dois casos do estado originários de cepa silvestre, ou seja, transmitidos por animais silvestres como roedores. A Sesa ainda monitora os casos mas afirma que a doença segue controlada e não há um surto registrado.


Amostra do Hantavírus (Foto: Reprodução/Getty Images Embed/Arman Onal)


De acordo com o secretário de Estado da Saúde do Paraná, César Neves, todo caso de zoonose como a hantavirose é vigiada pela Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações da Sesa, e os profissionais são instruídos para saber identificar e tratar qualquer suspeita da doença. No ano passado um caso também foi registrado no Paraná, este no município de Cruz Machado.

O que é esse vírus

A hantavirose é uma zoonose viral aguda, que pode ser transmitida aos humanos através da inalação de partículas presentes na urina, fezes e salivas de roedores silvestres infectados. Também existe a possibilidade de contaminação através do contato do vírus com a mucosa, arranhões e mordidas dos animais contaminados. Após o vírus se desenvolver, ele pode causar a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) e em casos mais severos a síndrome da angústia respiratória aguda (SARA), neste caso, há a chance de surgir um edema pulmonar não cardiogênico, ocasionando na pessoa portadora do vírus insuficiência respiratória aguda e choque circulatório.

No estágio inicial da doença, o paciente poderá notar os sintomas de febre, dores nas articulações, dor de cabeça e sintomas gastrointestinais. Nos casos em que evoluir para a fase cardiopulmonar a pessoa poderá notar dificuldade para respirar, pressão baixa e tosse seca. Ao notar ou desconfiar da doença, a recomendação é buscar ajuda médica imediata, já que a infecção não possui um tratamento específico e as medidas a serem tomadas devem ser ministradas pelo médico.

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