Homem é morto após efetuar disparos próximo à Casa Branca
Troca de tiros contra agentes do Serviço Secreto perto da Casa Branca termina com morte de suspeito; Trump estava no local e segurança acionou lockdown
Troca de tiros entre um homem armado e agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos, próximo à Casa Branca, registrada na tarde do último sábado (23), terminou com a morte do suspeito após ele ser baleado durante a ação. O homem chegou a ser socorrido e encaminhado a um hospital da região, mas não resistiu aos ferimentos.
Posteriormente, investigadores responsáveis pelo caso identificaram o atirador como Nasire Best. Segundo informações divulgadas pelas autoridades, o homem apresentava “distúrbios emocionais” e já possuía medidas protetivas registradas anteriormente.
O que se sabe sobre o ocorrido
Segundo relatos iniciais, Best teria se aproximado de um dos pontos de controle localizados próximo à Pennsylvania Avenue quando sacou uma arma e iniciou uma troca de tiros contra agentes que atuavam na segurança da região. Testemunhas afirmaram que entre 20 e 30 disparos puderam ser ouvidos durante o atentado.
Além do próprio atirador, um pedestre também foi atingido durante a ocorrência e encaminhado a um hospital da região. Até o momento, a identidade da vítima não foi divulgada pelas autoridades e não há atualizações oficiais sobre seu estado de saúde. Ainda assim, um dos agentes presentes relatou que a condição do pedestre era considerada grave. Nenhum integrante do Serviço Secreto ficou ferido durante a ação.
Poucos minutos após o início dos disparos, a Casa Branca acionou o protocolo de lockdown, medida adotada em possíveis situações de risco para garantir a proteção do presidente e dos demais funcionários presentes no local. Durante o procedimento, entradas e saídas permanecem restritas até que a ameaça seja completamente controlada. O protocolo durou cerca de 40 minutos, enquanto policiais isolaram a área para o andamento das investigações.
Durante uma gravação realizada próxima ao local do atentado, uma jornalista registrou o momento em que os disparos começaram. Profissionais da imprensa que estavam nas proximidades foram rapidamente direcionados para a sala de imprensa da Casa Branca, onde permaneceram até que a situação fosse controlada.
O presidente Donald Trump estava na Casa Branca no momento em que a troca de tiros começou. Na ocasião, acontecia uma reunião entre o presidente, o vice-presidente J. D. Vance e membros do Conselho de Segurança Nacional, que participavam de uma videoconferência com autoridades árabes. Segundo um dos agentes, nenhum dos presentes foi afetado pela ocorrência.
Após o episódio, Trump utilizou a rede social Truth Social para comentar o caso. Na publicação, o presidente agradeceu a atuação do Serviço Secreto e das forças de segurança, classificando a resposta como rápida e profissional. Ele também destacou o histórico violento do suspeito e afirmou que o episódio reforça a necessidade de ampliar medidas de proteção e segurança em torno da Casa Branca e de futuros presidentes dos Estados Unidos.
Ver essa foto no Instagram
Declaração de Donald Trump sobre a ação dos Agentes (Foto: reprodução/Instagram/@whitehouse)
Kash Patel, diretor do FBI, também utilizou as redes sociais para comentar a atuação das autoridades de segurança durante a ocorrência. Em publicação, Patel afirmou que o FBI estava no local prestando apoio ao Serviço Secreto após os disparos registrados próximos à Casa Branca e destacou que novas informações seriam divulgadas ao público assim que possível.
Trump é alvo de diversos atentados
Ataques e atentados envolvendo figuras políticas nos Estados Unidos fazem parte da história do país há décadas. Ao longo dos anos, presidentes, candidatos e autoridades norte-americanas já foram alvo de ameaças, invasões e até assassinatos motivados por disputas políticas, extremismo e questões de segurança nacional. A forte simbologia associada ao cargo presidencial transforma a Casa Branca e seus representantes em alvos frequentes de indivíduos armados e grupos radicais.
O episódio registrado neste sábado não seria o primeiro caso envolvendo uma ameaça direta ao presidente Donald Trump somente neste ano. Em abril, outro atentado mobilizou agentes do Serviço Secreto durante um evento realizado em Washington D.C.
Na ocasião, Cole Tomas Allen, de 31 anos, invadiu o Hilton Washington DC National Mall The Wharf durante o jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca, realizado em 25 de abril. Imagens das câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito atravessa correndo o detector de metais do evento enquanto era perseguido por agentes do Serviço Secreto norte-americano.
Retirada de Donald Trump durante tiroteio em jantar (Foto: reprodução/Getty Images Embed/DANNY KEMP,AFPTV TEAMS)
Segundo relatos divulgados pelas autoridades, Allen conseguiu escapar inicialmente dos disparos efetuados pelos agentes e abriu fogo nas proximidades do local, atingindo integrantes da segurança. Durante a confusão, Trump e a primeira-dama Melania Trump foram retirados às pressas do evento por equipes de proteção. O suspeito acabou sendo detido antes de conseguir acessar o salão principal do jantar. Com ele, agentes encontraram uma pistola, uma faca e uma espingarda, materiais apreendidos para investigação.
