Irã afirma ter controle do Estreito de Ormuz

O Irã afirma que possuir o controle de uma das vias marítimas mais importantes e ameaça impor restrições em meio a tensão com os EUA

13 ago, 2026
Navio | Reprodução/X/@desireerugani
Navio | Reprodução/X/@desireerugani

O Irã afirmou nesta quinta-feira (13) que o Estreito de Ormuz, uma das mais importantes rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo e gás, está “sob controle e administração iraniana”. A fala acontece em meio a uma grande disputa entre os Estados Unidos e Teerã sobre a navegação no local.

Segundo líderes iranianos, embarcações que precisarem passar pelo estreito terão que seguir determinações impostas pelo país. A medida amplia a tentativa da nação de reforçar a sua influência diante de uma das áreas de maior estratégia do Oriente Médio.

A Guarda Revolucionária Islâmica já havia ressaltado que o estreito estava sob sua direção e que a passagem de embarcações estrangeiras poderia ser filtrada pela direção iraniana.

A importância estratégica do Estreito de Ormuz

Localizado entre a costa iraniana e a Península de Musandam (Omã), o Estreito de Ormuz interliga o Golfo Persico ao Golfo de Omã, chegando ao Oceano Índico. O caminho é considerado como um dos pontos de circulação de energia mais importantes do mundo.


Irã afirma ter controle do Estreito de Ormuz
Mapa detalha localização do Estreito de Ormuz (Foto: Reprodução/X/@JornalOGlobo)

Antes da rixa se agravar na região, cerca de um quinto do gás natural liquefeito e do petróleo que são comercializados no mundo tinha o estreito como principal passagem. Qualquer interrupção ou medida restritiva no tráfego pode causar efeitos na distribuição de combustível e impulsionar o preço da energia.

Nesses últimos meses, o Irã chegou a divulgar um mapa mostrando o que seria uma área do estreito que está sob seu controle. A marinha da Guarda Revolucionária ressaltou que navios e outras embarcações que descumprirem o protocolo imposto pelas autoridades sofrerão sérios riscos.

Conflito com os EUA

A Casa Branca as reivindicações de Teerã sobre a coordenação da passagem. O governo americano ressaltou que o estreito permanece acessível para embarcações comerciais e criticou as restrições impostas pelas autoridades iranianas.

O embate amplia a preocupação internacional sobre a segurança marítima e os possíveis impactos que podem vir à tona no mercado global de energia. Para Teerã, o controle do estreito representa uma forte arma de pressão diante das negociações e da rixa contra os Estados Unidos.

O conflito põe em xeque países residentes no Golfo, já que suas economias dependem de forma direta da circulação de gás natural e petróleo na região.

 

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