Irã ameaça fechar outras rotas marítimas que beneficiem os Estados Unidos

De acordo com o regime iraniano, as exportações de energia da região serão “compartilhadas por todos ou negadas a todos” como resposta ao bloqueio americano

15 jul, 2026
EUA e Irã | Reprodução/X/@HispanTV_Brasil
EUA e Irã | Reprodução/X/@HispanTV_Brasil

Após o Irã retomar o controle do Estreito de Ormuz e, como resposta, os Estados Unidos restabelecerem o bloqueio aos portos iranianos, agora, como informa a mídia iraniana, o país promete fechar outros corredores de exportação que sejam de benefício americano ou de aliados dos EUA, o que pode colocar em risco todo o abastecimento energético do mundo.

Ameaças às rotas marítimas

De acordo com o comunicado da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, divulgado pela agência de notícias estatal iraniana IRNA nesta quarta-feira (15), as exportações de energia da região serão de acesso a todos ou então negadas a todos. Segundo analistas, o regime iraniano tem indicado que pode utilizar seus aliados, os Houthis, um grupo político-militar xiita do Iêmen, para fechar o estreito de Bab el-Mandeb, que liga o mar Vermelho ao oceano Índico, abrindo duas frentes contra Washington nas principais rotas de abastecimento energético do mundo.


Tela de celular mostrando o tráfego naval no Estreito de Bab el-Mandeb (Foto: Reprodução/Getty Images Embed/Samuel Boivin)


Neste canal, chamado de “Portão do Lamento”, localizado entre o Iêmen, na Península Arábica, e os países Eritréia e Djibouti, no ‘Chifre’ da África, é por onde passam as exportações de petróleo que saem da Arábia Saudita, além de uma boa parcela do transporte marítimo global.

Riscos ao preço do petróleo

Na última segunda-feira (13), uma autoridade do alto escalão do grupo Houthi afirmou que eles estavam preparados para fechar o estreito de Bab el-Mandeb, caso a Arábia Saudita continuasse a atacar o Iêmen, segundo o que foi informado pelo site da Press TV do Irã. A medida do grupo iemenita poderia fazer o valor do petróleo subir a algo aproximado a US$ 200 por barril.

Os Houthis já deixaram indícios de que podem paralisar o comércio global por meio do Estreito de Bab el-Mandeb e, recentemente, o grupo lançou mísseis contra a Arábia Saudita, afirmando que o reino árabe havia bombardeado um aeroporto sob seu controle na segunda. O ataque quebrou uma trégua que perdurava há quatro anos no conflito entre o reino e o grupo iemenita.

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