Estados Unidos e Irã iniciam negociações por acordo de paz

Negociações entre EUA e Irã avançam após cessar-fogo de 10 dias, enquanto tensões no Estreito de Ormuz ainda impactam o comércio global de petróleo

10 abr, 2026
Prédios bombardeados | Reprodução/X/@@desireerugani
Prédios bombardeados | Reprodução/X/@@desireerugani

Representantes dos Estados Unidos e do Irã se reúnem nesta sexta-feira (10) para negociações visando o fim da guerra no Oriente Médio. O primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif confirmou a informação e afirmou que reuniões estão sendo realizadas na capital do país em Islamabad. A Casa Branca revelou que o representante do país  chegará ao país no sábado (11). Atualmente, uma pausa de 10 dias está em vigor, com um cessar-fogo temporário desde terça-feira (7), estabelecido em comum acordo entre os países.

Embarcações

O Estreito de Ormuz, principal rota marítima para navios petroleiros no mundo e responsável por cerca de 20% do transporte global da commodity, continua passando por diversas mudanças durante a guerra. O estreito permanece fechado, e poucas embarcações são autorizadas a passar pela rota.


Trump sofre represaria do país (Vídeo:reprodução/YouTube/@tvcultura)


O presidente dos Estados Unidos acusou o país de descumprir o acordo. Segundo Trump, o país não deveria ter fechado a passagem dos navios. Por outro lado, Teerã afirma que o estreito não está fechado, mas sim sob maior controle de entrada e saída. Trump se exaltou durante uma declaração e revelou: “rapidamente veremos o petróleo voltar a fluir, com ou sem a ajuda do Irã”.

Guerra

A guerra entre os dois países teve início em 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel atacaram o Irã em uma ação conjunta coordenada contra vários alvos no país, desencadeando um grande conflito. Durante a guerra, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto, encerrando um regime de mais de dez anos no poder.

O atual líder supremo filho de Ali , Mojtaba Khamenei, afirmou ser contrário à guerra, mas declarou que defenderá os direitos do país:

“Não buscamos a guerra e não a queremos, mas não renunciamos aos nossos direitos legítimos sob nenhuma circunstância. Nesse sentido, consideramos a frente de resistência em seu conjunto”, declarou o líder em comunicado ao povo.

Detentor de uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, o conflito tem afetado diversos produtos. Os preços vêm aumentando nas prateleiras, especialmente de embalagens plásticas, impactando empresários dos setores de alimentação e varejo. A perpectiva de não chegarem a um acordo de paz e de mais prejuízos econômicos além de um maior número de mortos.

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