Israel alerta EUA sobre plano do Irã para assassinar Trump

Israel alega que Irã cogitou usar atirador de elite ou contratar alguém para esfaquear Donald Trump em evento público nos Estados Unidos

14 ago, 2026
Presidente dos EUA, Donald Trump | Reprodução/X/@BREF_ACTUALITES
Presidente dos EUA, Donald Trump | Reprodução/X/@BREF_ACTUALITES

Israel avisou os Estados Unidos diversas vezes ao longo do último ano que o governo iraniano planejava assassinar o presidente dos EUA, Donald Trump. Autoridades do governo americano declararam à Reuters que havia possíveis planos de atacar Trump por meio de um atirador de elite, ou até mesmo de recrutar alguém para feri-lo com uma faca durante algum evento público.

Os alertas israelenses

Segundo eles, desde a véspera da guerra dos 12 dias, ocorrida em junho de 2025, os israelenses enviavam alertas sobre esses planos, que teriam se intensificado antes da decisão dos Estados Unidos de iniciarem a guerra com o Irã em fevereiro, situação que perdura até então. Um dos alertas mais detalhados aconteceu na cúpula da OTAN em Ancara, em julho deste ano.

Segundo as fontes, as autoridades israelenses avisaram a Casa Branca que havia indícios de que o Irã poderia tentar matar Trump, possivelmente com um míssil, enquanto ele realizava um voo a bordo do Air Force One.


Donald Trump (Foto: Reprodução/X/@CerfiaFR)


Entretanto, a Inteligência norte-americana não conseguiu confirmar as informações, e as autoridades turcas, para onde Trump faria a viagem, também declararam não haver nenhuma evidência que ratificasse a suposição israelense sobre uma ameaça de assassinato.

Mesmo sem a confirmação, as medidas de segurança foram tomadas e, com isso, o presidente dos EUA foi colocado em outra aeronave para deixar a Turquia.

Retaliação do Irã

A Inteligência dos Estados Unidos avaliava que havia a possibilidade de um desejo de retaliação por parte do Irã, após a morte do comandante militar Qassem Soleimani, em 2020.


Qassem Soleimani (Foto: Reprodução/X/@sentdefender)


Acontece que, diversas ameaças específicas informadas por Israel não puderam ser confirmadas e ainda no início deste ano Israel argumentava que Teerã estaria desenvolvendo ativamente armas nucleares, algo que a inteligência norte-americana também nunca conseguiu confirmar. Trump, entretanto, preferiu tomar suas decisões baseadas nas declarações da agência de Inteligência de Israel.

Sobre tais alegações, um porta-voz da embaixada israelense negou que Israel estivesse tentando influenciar a política dos EUA no conflito com o Irã.

A CIA e a Casa Branca não quiseram fazer declarações.

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