A tragédia envolvendo uma equipe da Band Minas causou grande comoção em Belo Horizonte e em todo o estado. A repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, teve a morte encefálica confirmada nesta quinta-feira (16) pela emissora, um dia após sofrer um grave acidente na BR-381, em Sabará. A equipe retornava para Belo Horizonte depois de gravar uma reportagem sobre a necessidade de duplicação da BR-381 e os riscos frequentes de acidentes na rodovia. A família informou que irá doar os órgãos da jornalista.
Carreira marcada por dedicação
Alice Ribeiro era formada em Jornalismo pela PUC Minas e tinha passagens por emissoras importantes, como TV Globo Minas, TV Alterosa e RecordTV Minas. Ela fazia parte da Band desde 2021 e atuava na capital mineira desde agosto de 2024.
Homenagem da Band Minas (Foto: reprodução/Instagram/@band_minas)
Dentro da emissora, Alice era considerada uma profissional dedicada e muito querida pelos colegas. Segundo a Band, ela tinha forte compromisso com o jornalismo e era reconhecida pelo cuidado com as reportagens e pela relação próxima com a equipe.
Na vida pessoal, era casada e mãe de um bebê de cerca de nove meses. A emissora destacou que Alice deixa os pais, o irmão, o marido e o filho.
Cinegrafista morreu no local do acidente
No mesmo acidente morreu o repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, de 49 anos, que dirigia o veículo da emissora no momento da colisão. Ele morreu ainda no local da batida. A equipe retornava para Belo Horizonte após produzir uma reportagem sobre a duplicação da BR-381 e a necessidade de melhorar a segurança na rodovia, conhecida pelo alto número de acidentes.
A Polícia Civil segue investigando as causas da colisão. A perícia esteve no local para recolher informações que irão ajudar na apuração do caso.
A BR-381 é uma das rodovias mais importantes de Minas Gerais e também uma das mais perigosas do país. Ela liga Belo Horizonte ao interior mineiro, passando por cidades como Sabará, Caeté e Governador Valadares, além de fazer conexão com outras regiões do Brasil.
Por causa do grande número de acidentes, mortes e problemas de infraestrutura, a rodovia ficou conhecida como “Rodovia da Morte”. O apelido se deve principalmente aos trechos de pista simples, curvas perigosas, falta de acostamento, sinalização precária e intenso tráfego de caminhões reporter e cinegravista foram mais uma vitima fatal nesta rodovia.