Corpo do jornalista Renato Machado é velado no Rio

Corpo do Jornalista será velado às 11h30 desta sexta-feira na Zona Sul da capital fluminense; cremação está prevista para o início da tarde

17 jul, 2026
Jornalista Renato Machado | Reprodução/Instagram/@renato_machadooficial
Jornalista Renato Machado | Reprodução/Instagram/@renato_machadooficial

O corpo do jornalista Renato Machado será velado na manhã desta sexta-feira (17), na Zona Sul do Rio de Janeiro, com cremação prevista para o início da tarde. O experiente profissional, que construiu uma carreira de prestígio na imprensa brasileira, morreu na manhã de quinta-feira (16), aos 83 anos, em decorrência de uma insuficiência cardíaca. 

Trajetória e quatro décadas de carreira

Antes de se tornar um dos rostos mais conhecidos do telejornalismo nacional, Renato Machado teve uma trajetória diversificada, incluindo passagens pelas artes e pelo rádio. Carioca, apaixonado por vinhos e gastronomia, o filho de um militar e de uma secretária chegou a se formar em Direito e foi aprovado no concurso do Itamaraty. No entanto, sua vocação falou mais alto e ele chegou a sabotar o próprio exame de vista para ser reprovado na seleção diplomática e seguir no jornalismo. 


Renato Machado (Foto: reprodução/Instagram/@renato_machadooficial)


Até se estabelecer nas redações, trabalhou como ator e dublador. Sua jornada na imprensa começou no final da década de 1960, no serviço brasileiro da rádio BBC, em Londres. Em 1969, migrou para o jornalismo impresso, ingressando no “Jornal do Brasil”, onde atuou por 13 anos, começando como repórter e ascendendo até o cargo de editor internacional. 

Sua transição definitiva para a televisão ocorreu em 1982, quando foi contratado pela TV Globo. Na emissora, onde construiria uma história de quase 40 anos, ele foi o responsável por apresentar o primeiro “plantão” ao vivo da TV brasileira. 

Coberturas históricas

Como correspondente em Londres, Renato Machado relatou acontecimentos históricos de impacto global, como o desastre nuclear de Chernobyl e os atentados terroristas em Paris, ocorridos em 1986. Em 1990, durante um breve período fora da Globo, cobriu a Guerra do Golfo pela TV Manchete. 


Renato Machado em TBT do pentacampeonato brasileiro  (Vídeo: reprodução/Instagram/@renato_machadooficial)


Ao retornar ao posto de correspondente no Reino Unido, em 2011, participou de coberturas marcantes da década, incluindo a crise econômica na Grécia, as celebrações dos 95 anos de Nelson Mandela e os ataques ao jornal Charlie Hebdo, em 2015. 

Homenagens de colegas

As homenagens de colegas de trabalho destacam tanto sua importância profissional quanto suas qualidades pessoais. Renata Vasconcellos, com quem ele dividiu a bancada do Bom Dia Brasil por nove anos, expressou profunda gratidão e admiração. A jornalista afirmou que Renato foi um “farol” em sua vida e um grande mentor. Ela o descreveu como uma pessoa extremamente generosa, dona de um senso de humor inteligente, peculiar, sarcástico e agradável.


 

 

Renato Machado e a jornalista Renata Vasconcellos (Foto: reprodução/Instagram/@renato_machadooficial)


Outra parceira de bancada no telejornal, Leilane Neubarth também declarou sua admiração pelo colega: “Renato era um lorde, um príncipe. Aprendi muito com ele”. Diversos outros amigos e companheiros de profissão também se manifestaram publicamente para recordar momentos vividos ao lado do jornalista.

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