Justiça libera protesto em Paris em meio a atos violentos

Protestos se intensificam na França e autoridades francesas temem nova escala de violência novas proibições toque de recolher são implementados

22 out, 2026
Manifestantes Franceses | Reprodução/Pexels/@paulg
Manifestantes Franceses | Reprodução/Pexels/@paulg

As ruas de Paris, nesta quinta-feira (22), voltaram a ser palco de mais uma onda de protestos. Segundo os organizadores, o tribunal administrativo derrubou a decisão imposta pela polícia. A medida havia sido adotada diante do risco de novos confrontos violentos entre manifestantes e policiais, saques a lojas e incêndios de carros. Os protestos continuam e novas metas dos manifestantes estão em andamento nas redes sociais que buscam novas alternativas para os próximos dias.

Onda de protestos

Os protestos iniciaram no sábado (17). Os manifestantes reivindicam medidas contra o alto custo de vida e a crise no sistema educacional, e até o momento, 2.700 pessoas foram presas. No primeiro dia das manifestações, cenas de saques a lojas de luxo e incêndios tomaram conta das redes sociais. Lojistas desesperados, tentando salvar o que tinham, demonstraram a tensão provocada pelos protestos.

Os jovens são os idealizadores das manifestações, cuja mobilização ocorreu pelas redes sociais. Centrais sindicais, como a CGT, além de grupos estudantis do ensino secundário e universitário, anunciaram marchas em todo o país.


Saques em joalheria (Vídeo: reprodução/Youtube/@itatiaia)


Em Paris, onde se concentrou o maior e mais violento protesto, a manifestação na Praça da República foi intitulada “Amarelos e Jovens”. O nome faz referência ao movimento dos Coletes Amarelos, que, entre 2018 e 2019, confrontou o governo em atos nacionais. O movimento reuniu manifestantes de diferentes orientações políticas, muitos dos quais rejeitavam a divisão entre direita e esquerda, além de fazer alusão à juventude mobilizada.

Autoridades locais informaram que também pretendem proibir algumas manifestações em cidades como Lyon, Marselha e Montpellier. As medidas deverão ser adotadas para conter os protestos e evitar novos episódios de violência.

Resposta à população

O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, reuniu-se na última quarta-feira (21) com representantes sindicais para tentar chegar a um acordo. Ele confirmou que uma operação de segurança de grandes proporções será organizada para sábado.

Os representantes dos sindicatos afirmaram que a reunião não foi satisfatória para as partes e não resultou em propostas concretas. Enquanto isso, os manifestantes se preparam para novos protestos, com a participação de trabalhadores dos setores público e privado.

O presidente francês, Emmanuel Macron, atribuiu os protestos à atuação de grupos de extrema esquerda radical que, segundo ele, pretendiam derrubar a República, além de criminosos interessados em saquear estabelecimentos. Toques de recolher noturnos foram adotados em algumas regiões da capital e em outros municípios onde a situação já havia sido controlada.

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