Chefe do Hezbollah libanês agora é ‘alvo para eliminação’ de Israel
A afirmação foi feita pelo Ministro da Defesa de Israel após ataques de drones e foguetes ao norte do país como retaliação a morte de Ali Khamenei
O chefe do Hezbollah, Naim Kassem, virou “alvo de eliminação” de Israel, nesta segunda-feira (2). A afirmação foi feita pelo Ministro da Defesa israelense, Israel Katz, após o grupo paramilitar xiita libanês, que é aliado do Irã, ter atacado Israel como retaliação ao assassinato do líder supremo iraniano, Ali Khamenei. Esse foi o primeiro ataque realizado pelo Hezbollah desde o cessar-fogo de 2024 com os israelenses.
Tensões entre Israel e Líbano
Na madrugada entre o último domingo (1) e esta segunda-feira (2), Israel promoveu ataques ao território libanês, inclusive a alvos na capital Beirute, como contra-medidas após os ataques do grupo extremista Hezbollah. Ao todo, os ataques realizados por caças israelenses, deixaram 31 mortos e 149 feridos. O porta-voz militar de Israel ainda deixou em aberto a possibilidade de uma invasão terrestre ao Líbano. “Todas as opções estão sobre a mesa”, afirmou.
Ataques de Israel à capital do Líbano, Beirute. (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Ibrahim Amro)
O Hezbollah, por sua vez, confirmou ter lançado ataques de drones e foguetes contra o norte de Israel em represália pelo assassinato do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, que aconteceu no último sábado (28), o grupo também afirma que os ataques foram ainda uma resposta a bombardeios israelenses que, apesar do cessar-fogo acordado entre os países, nunca deixaram de acontecer no sul do Líbano. Israel afirmou que os ataques ou foram interceptados, ou atingiram partes desabitadas.
O cessar-fogo de 2024
O cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos ainda com Joe Biden na presidência do país americano, em novembro de 2024, foi acordado tanto pelo grupo paramilitar Hezbollah, como por Israel, culminando no fim a um combate que já durava mais de um ano, e que já havia fragilizado bastante a milícia que apoia o Irã, porém, desde que a trégua começou a valer, ambas as partes começaram a trocar acusações de violação do acordo.
Segundo a presidência libanesa, eles foram informados pelos EUA que Israel não iria intensificar os combates caso o Líbano não ousasse com atos hostis. “As Forças de Defesa de Israel (IDF) irão operar contra a decisão do Hezbollah de se juntar à campanha e não permitirão que a organização constitua uma ameaça ao Estado de Israel”, disseram os militares. Segundo o chefe do exército israelense, os combates contra o Líbano podem durar “muitos” dias.
