Mojtaba Khamenei escapa por pouco de bombardeio que matou o líder supremo Ali Khamenei
Líder do Irã escapou por segundos de bombardeios que mataram Ali Khamenei e, segundo Donald Trump, pode ter ficado gravemente ferido no ataque
O novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, escapou por “segundos” dos bombardeios conduzidos por Estados Unidos e Israel que mataram seu pai, Ali Khamenei, e outras autoridades de alto escalão do regime em 28 de fevereiro. A informação foi divulgada pelo jornal britânico The Telegraph, que afirmou nesta segunda-feira (16) ter tido acesso a um áudio com detalhes do episódio.
De acordo com a gravação, Mojtaba teria deixado o local onde integrantes da cúpula iraniana estavam reunidos pouco antes do impacto dos mísseis, o que teria sido decisivo para que escapasse do ataque, que fazia parte de uma ofensiva mais ampla contra a liderança do país.
Trump diz que líder supremo do Irã foi “gravemente ferido”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira que não há confirmação sobre o estado de saúde do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei. Segundo ele, informações da inteligência norte-americana indicam que Khamenei teria sido gravemente ferido durante um ataque aéreo em Teerã e possivelmente perdeu uma perna.
Durante entrevista na Casa Branca, Trump declarou que ainda não se sabe se o líder iraniano está vivo. “Não sabemos… se ele está morto ou não. Devo dizer que ninguém o viu, o que é incomum”, afirmou. O presidente acrescentou que há relatos divergentes: enquanto algumas fontes dizem que Khamenei estaria gravemente desfigurado após o ataque, outras afirmam que ele pode ter morrido.
Conflito amplia efeitos e agrava crise na região
No Irã, a Cruz Vermelha informou que mais de 1.300 pessoas morreram em decorrência dos ataques realizados por Estados Unidos e Israel. O Ministério da Saúde do Irã afirmou que, entre as vítimas, estão 223 mulheres e 202 crianças, de acordo com dados divulgados pela agência ligada ao Judiciário iraniano, Mizan. Em Israel, 12 pessoas morreram após ataques de mísseis iranianos, enquanto outras ficaram feridas, incluindo três vítimas registradas no domingo.
Além disso, ao menos 13 militares dos Estados Unidos morreram no contexto do conflito, seis deles em um acidente aéreo ocorrido no Iraque na semana passada. Já no Líbano, pelo menos 820 pessoas morreram, segundo o Ministério da Saúde local, desde que o grupo apoiado pelo Irã Hezbollah lançou ataques e Israel respondeu com bombardeios e o envio de tropas adicionais ao sul do país. Em apenas dez dias, mais de 800 mil pessoas — quase um em cada sete habitantes do Líbano — foram deslocadas.
Diante desse cenário, o conflito tende a ampliar ainda mais a instabilidade no Oriente Médio, com impacto crescente sobre populações civis e risco de novos desdobramentos militares. A incerteza sobre o estado de saúde e o paradeiro do líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, somada ao aumento no número de mortos e deslocados, reforça o clima de tensão entre Irã, Israel e os Estados Unidos. Analistas apontam que, sem sinais imediatos de desescalada, a guerra pode se expandir para outros países da região, agravando a crise humanitária e política no Oriente Médio.
