Louvre vai cobrar cerca de R$ 200 de turistas não europeus
Nova política define tarifa diferenciada para visitantes de fora da União Europeia, com aplicação prevista para turistas internacionais em viagens de lazer
O Museu do Louvre, em Paris, anunciou que, a partir da última quarta-feira (14), visitantes de países fora da União Europeia passaram a pagar uma taxa 45% mais alta para acessar o espaço, medida adotada para reforçar o financiamento da instituição diante do aumento dos custos de manutenção e preservação do acervo.
A tarifa diferenciada passa a ser aplicada apenas a turistas estrangeiros não residentes na União Europeia, enquanto visitantes do bloco mantêm o mesmo valor. Com a mudança, pessoas de fora da UE, além de Islândia, Liechtenstein e Noruega, passam a pagar 32 euros, cerca de R$ 200, quantia aproximadamente R$ 63 superior à cobrada de cidadãos europeus.
Reajuste de tarifas se estende a outros pontos turísticos
O reajuste nos valores de entrada não se restringiu ao Museu do Louvre e também atingiu outros pontos turísticos de Paris. A Sainte-Chapelle e a Conciergerie passaram a cobrar ingressos mais caros, acompanhando a política de atualização de tarifas adotada por instituições culturais da capital francesa.
Segundo a administração dos espaços, o aumento busca cobrir custos operacionais, manutenção dos edifícios históricos e preservação do patrimônio. A medida ocorre em meio ao crescimento do fluxo de visitantes e à necessidade de investimentos contínuos para garantir a conservação das estruturas e a qualidade da experiência oferecida ao público.
Reajuste no ingresso do Louvre passa a valer para turistas não europeus (Vídeo: reprodução/YouTube/CNN Brasil )
Aumento de visitantes no Museu do Louvre
O aumento no valor do ingresso indica a pressão gerada pelo intenso fluxo de visitantes no museu mais visitado do mundo. Com milhões de pessoas circulando pelo espaço todos os anos, a instituição enfrenta desafios constantes para administrar filas, reforçar a segurança do público e preservar obras históricas que exigem controle rigoroso de conservação. Segundo o Ministério da Cultura da França, o reajuste também tem como objetivo ampliar as medidas de segurança no local.
Além de fortalecer a arrecadação, a mudança sinaliza uma tentativa de equilibrar a demanda e aprimorar a experiência dos visitantes. A medida pode contribuir para a redução da superlotação em períodos de alta temporada e viabilizar novos investimentos em infraestrutura, tecnologia e na gestão do fluxo de pessoas.
Mesmo com as justificativas oficiais, a decisão continua sendo alvo de críticas, apontada como ofensiva sob perspectivas sociais e humanas, além de intensificar protestos e greves de funcionários que reivindicam melhores condições de trabalho.
