Presidente Lula assina nesta terça-feira (28) promulgação do acordo Mercosul-UE

Evento para assinatura do decreto conjunto que prevê redução de tarifas para os dois lados, está marcado e entrará em vigor provisoriamente

28 abr, 2026
Presidente Lula e a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula van der Leyen | Reprodução/Ricardo Stuckert/PR/Agência Brasil
Presidente Lula e a presidente da Comissão Europeia (CE), Ursula van der Leyen | Reprodução/Ricardo Stuckert/PR/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assina nesta terça-feira (28), às 16h, em evento no Palácio do Planalto em Brasília, o decreto de promulgação do acordo Mercosul-União Europeia. O PDL 41/2026 ratifica o texto do Acordo Provisório de Comércio proveniente da Câmara dos Deputados e subsequente no Senado Federal no Palácio do Congresso Nacional.

Acordo Mercosul-UE

O resultado é possível após mais de 20 anos de negociações entre os países dos blocos; o acordo entrará em vigor provisoriamente em 1º de maio. O vigor do acordo, aprovado pelo Parlamento Europeu, ainda depende da ratificação de cada um dos países-membros da UE.


 

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Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços sobre o acordo (Foto: reprodução/Instagram/@mdicoficial)


Promulgado pelo Congresso Nacional no dia 17 de março, em Assunção, no Paraguai, o acordo cria uma zona livre de comércio entre países do Mercosul e a União Europeia.

O tratado prevê redução de tarifas ao longo dos anos para todos os países incluídos, para 91% dos produtos importados pelo Mercosul e 95% dos produtos importados pela UE.

Durante a sessão de promulgação, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou a relevância do tratado:  “O acordo entre Mercosul e União Europeia conecta dois blocos econômicos que juntos representam mais de 700 milhões de pessoas e um quarto da economia mundial. Trata-se do maior acordo já negociado pelo Mercosul e o maior acordo entre blocos do mundo“.

O acordo bilateral também inclui definições sobre diálogos e compromissos ambientais, compras públicas, investimentos e descomplica ações para pequenas e médias empresas, como a redução de custos para pequenos exportadores.

O que diz o acordo?

De acordo com a Agência Senado, o acordo PDL 41/2026 visa que o Mercosul libere tarifas para 91%, imediatamente ou ao longo de prazos de 4, 8, 10 ou 15 anos, e a União Europeia eliminará tarifas em aproximadamente 95% dos produtos do Mercosul, igualmente em um período imediato ou em prazos de 4, 7, 8, 10 e 12 anos.


 

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Segundo o governo, o aumento do Brasil com os acordos comerciais deverá compensar a perda com impostos de importação incidentes da ordem de R$ 683 milhões em 2026, R$ 2,5 bilhões em 2027 e R$ 3,7 bilhões em 2028.

O texto contém 23 capítulos que incluem também a criação de regras para:

  • Serviços
  • Investimentos
  • Compras públicas
  • Propriedade intelectual
  • Sustentabilidade
  • Solução de conflitos

Em suma, o PDL 41/2026 representa um marco estratégico para a integração econômica entre o Mercosul e a União Europeia, fundamentado na redução gradual de barreiras tarifárias e na modernização dos marcos regulatórios bilaterais. Embora a renúncia fiscal imediata seja significativa, a expectativa do governo é que a expansão do fluxo comercial e o fortalecimento de áreas como sustentabilidade e compras públicas gerem um saldo positivo para o PIB brasileiro. Assim, o acordo não apenas amplia o acesso a mercados internacionais, mas também posiciona o Brasil de forma competitiva em um cenário global regido por normas de cooperação e desenvolvimento mútuo.

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