Lula reúne apoiadores na Paulista e pede diálogo com eleitores ausentes

Em São Paulo, presidente Lula participa de mobilização política, comenta propostas trabalhistas e critica decisões judiciais relacionadas à campanha

11 out, 2026
Lula participou de ato na Avenida Paulista-SP, neste domingo (11) | Reprodução/X/@LulaOficial
Lula participou de ato na Avenida Paulista-SP, neste domingo (11) | Reprodução/X/@LulaOficial

Lula pediu que seus apoiadores procurem eleitores que não votaram no primeiro turno durante um ato realizado neste domingo (11), na Avenida Paulista, em São Paulo. O presidente, candidato à reeleição, mencionou cerca de 30 milhões de pessoas ausentes das urnas e defendeu o diálogo como forma de incentivar a participação na votação.

A manifestação ocorreu na região do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e reuniu representantes políticos e apoiadores. Entre os presentes estavam o vice-presidente Geraldo Alckmin, a ex-ministra Marina Silva, o ministro Guilherme Boulos e os governadores Elmano de Freitas, Jerônimo Rodrigues e Rafael Fonteles.

Entidades defendem ciência e educação

O ato também integrou uma mobilização de entidades ligadas à educação, à ciência e à tecnologia. Organizações como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) defenderam o financiamento da pesquisa científica, a valorização dos profissionais da educação e a autonomia universitária.


Presidente Lula na Avenida Paulista (Vídeo: reprodução/Instagram/@ptbrasil)


Durante o discurso, o presidente criticou a condução da pandemia de Covid-19 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Para um eventual novo mandato, citou investimentos em inteligência artificial, indústria digital, transição energética e segurança pública.

Lula comenta proposta sobre jornada de trabalho

Em entrevista antes do manifesto, o presidente afirmou que a votação da proposta de mudança na escala 6 por 1 estava prevista para quarta-feira. Ele declarou que o calendário havia sido discutido com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e cobrou que os partidos definissem seu posicionamento sobre a ampliação dos dias de descanso dos trabalhadores.


Ato em São Paulo (Foto: reprodução/Instagram/@lulaoficial)


Lula também mencionou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. Segundo ele, a iniciativa busca definir as responsabilidades dos governos federal e municipais no enfrentamento à criminalidade, incluindo o combate às organizações criminosas.

Ao tratar de possíveis mudanças em direitos sociais, o presidente comparou propostas atribuídas ao adversário eleitoral com medidas adotadas pelo governo argentino de Javier Milei. Lula afirmou que eventuais cortes poderiam prejudicar pessoas de baixa renda e aposentados.

Presidente contesta decisão da Justiça Eleitoral

Lula criticou a decisão do ministro Nunes Marques que retirou do ar o canal do deputado federal André Janones. O presidente afirmou que os advogados ligados à sua candidatura deveriam pedir esclarecimentos à Justiça Eleitoral.

Ele também relatou perceber bloqueios de perfis associados ao seu grupo político nas redes sociais e questionou decisões que considera desfavoráveis à campanha.


Criticas do presidente Lula (Vídeo: reprodução/Instagram/@andrejanones/@andrejanones)


Manifestações também ocorrem em outras cidades

Além de São Paulo, apoiadores participaram de atos em Campinas, no interior paulista, e em Belo Horizonte, em Minas Gerais. As atividades incluíram caminhadas e manifestações com bandeiras em espaços públicos.

Em Campinas, a Marcha pela Democracia começou no Largo do Rosário, na região central, e percorreu ruas próximas. Em Belo Horizonte, participantes se concentraram na Rua dos Carijós e depois seguiram pela Feira Hippie, na Avenida Afonso Pena.

Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte, equipes de trânsito e segurança acompanharam a movimentação na região da Praça Sete para monitorar a circulação de pessoas e veículos.

Mais notícias