Exército do Lula vira modelo para campanhas internacionais

Países utilizam de estratégia brasileira para as eleições que se aproximam assim divulgando ideais de partidos políticos e aumentando seu alcance

28 out, 2026
Bandeira do Brasil | reprodução/wikimedia commons/Almanaque Lusofonista
Bandeira do Brasil | reprodução/wikimedia commons/Almanaque Lusofonista

Grupo de Whatsapp no Brasil, que leva o nome de “Exército do Lula” e que atualmente conta com cerca de 10 milhões de membros, serviu de exemplo para inúmeros países mundo afora cujo as eleições se aproximam cada vez mais. O grupo, criado por André Janones (Rede-MG), tinha suas “missões  diárias”, com tarefas específicas dadas para os membros, que espalhavam mais coisas a respeito da campanha do presidente (agora reeleito uma quarta vez) Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa repercutiu pela internet, chegando à países como a França, Argentina e Espanha, assim recebendo o nome de Janonismo internacional.

Iniciativa em outros países e suas causas

A estratégia utilizada nas redes pelos apoiadores de Lula se destaca num momento em que a direita e a extrema-direita avançam no poder ao redor do mundo em inúmeros países. Só na América do Sul, 7 chefes de estado são de direita e apenas 5 são mais alinhados com a esquerda, por exemplo, conforme diz o G1.

O primeiro passo dado pelo petista inspirou inúmeros grupos fora do país que dividem o mesmo ideal para fazerem o mesmo.

Na França, os apoiadores de Jean-Luc Mélenchon, um dos principais líderes da esquerda francesa e fundador do partido França Insubmissa (LFI) se reuniram num grupo chamado ‘L’équipe de Mélenchon officielle’ ou, no português, A equipe oficial de Mélenchon, em meio a enorme onda de protestos que vêm ocorrendo no país.

Já na Argentina, foi criado o grupo ‘Ejército del Peronismo’ (Exército do Peronismo), que tem defendido os mais jovens e a esquerda do peronismo, a principal força de oposição ao governo de Milei.

Por fim, na Espanha, para demonstrar apoio ao atual primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), durante as pré-campanhas eleitorais, foi criado o grupo ‘La fuerza de la gente’ ou ‘A força das pessoas’, no português.


Estratégia brasileira ganha destaque em época eleitoral de outros países (foto: reprodução/getty images embed/FreshSplash)


O que esses grupos estão fazendo em seus países

A “L’équipe de Mélenchon officielle” foi criada pelo próprio LFI, ou o chamado o “Les Soldats Insoumis” (Soldados Insubmissos) após a repercussão da estratégia abordada pelos brasileiros. O grupo tem as mesmas abordagens feitas pelo Exército do Lula, ampliando o alcance de suas publicações e atraindo novos participantes. Convidar pessoas para o canal e bloquear perfis de adversários políticos nas redes sociais são instruções dadas para reduzir o alcance de seus conteúdos.

Na Argentina, onde o atual governo de Milei, da direita, é aliado ao político Flavio Bolsonaro e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, os participantes adotaram essa mesma técnica. Em meio a isso, fizeram referências ao presidente Lula, destacando também o efeito da estratégia no Brasil.

Por fim, na Espanha, os apoiadores de Pedro Sánchez compartilham imagens e vídeos com discursos e declarações do atual primeiro-ministro espanhol pela internet, com o objetivo de ampliar o alcance de suas mensagens pelas redes sociais. Além disso, em algumas das publicações, o presidente Lula aparece. Ativistas também compartilham imagens com as ‘6 regras da estratégia digital de Janones’ a serem seguidas e usadas durante a eleição.

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