Lula critica proposta dos Estados Unidos de aplicar tarifa de 25%
Presidente afirmou que o governo acompanhará as negociações após a proposta norte-americana que pode afetar setores estratégicos da economia brasileira
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou nesta terça-feira (2) a proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre determinados produtos brasileiros. A medida foi anunciada após uma investigação comercial conduzida pelo governo norte-americano e ainda passará por etapas de consulta pública antes de uma possível implementação.
Governo brasileiro defende diálogo comercial
Segundo Lula, o Brasil continuará acompanhando as negociações e defendendo os interesses nacionais diante da possibilidade de novas barreiras comerciais. A proposta dos Estados Unidos gerou preocupação entre representantes de setores exportadores, que temem impactos sobre a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.
O governo brasileiro avalia que ainda existe espaço para negociações diplomáticas antes que qualquer decisão definitiva seja tomada. Autoridades dos dois países mantêm diálogo sobre temas relacionados ao comércio exterior e às relações econômicas bilaterais.
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Lula durante evento oficial em Brasília (Vídeo: reprodução/Instagram/@congressoemfoco)
Medida ainda depende de consulta pública
A proposta norte-americana ainda passará por um período de consultas públicas e audiências antes de uma definição oficial. O procedimento faz parte das etapas exigidas pela legislação dos Estados Unidos para a adoção de medidas tarifárias dessa natureza.
Especialistas apontam que a aplicação da tarifa pode afetar diferentes segmentos da economia brasileira, especialmente aqueles com forte presença no mercado norte-americano. Por outro lado, a manutenção das negociações entre os governos pode contribuir para a construção de alternativas que reduzam os impactos sobre o comércio bilateral.
A discussão ocorre em um momento de atenção às relações comerciais internacionais e deverá continuar sendo acompanhada pelo governo brasileiro, pelo setor produtivo e por representantes do mercado externo nas próximas semanas.
