Lula afirma que Trump não pode interferir nas eleições brasileiras

Durante reunião do G7, líder brasileiro afirmou que Trump segue a agir como um imperador e que deve aprender com eleições do Brasil

17 jun, 2026
Presidente Lula | Reprodução/Instagram/@lulaoficial
Presidente Lula | Reprodução/Instagram/@lulaoficial

Nesta quarta-feira (17), o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em seu discurso durante a reunião do G7, afirmou que Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, não pode “se meter nas eleições do Brasil“. Segundo o líder brasileiro, as eleições que acontecem no país são um problema do país, assim como as eleições americanas são um problema americano.

Afirmações de Lula

O presidente do Brasil ainda ampliou suas fortes declarações contra Trump ao dizer que o republicano tem que aprender com as eleições “civilizadas” do Brasil. Segundo Lula, na próxima vez que ele for aos Estados Unidos, levará uma urna eletrônica para demonstrar o funcionamento dela para Donald Trump. Antes, o presidente da república ainda havia afirmado que o líder americano segue a agir como um imperador: “fala muito e ouve pouco“.


Integrantes da cúpula do G7 durante foto juntos (Foto: reprodução/Isabel Infantes/Pool/Getty Images Embed)


Questionado se teve oportunidade para conversar com Trump a respeito de tarifas contra o Brasil, Lula afirmou que não é possível ter diálogo com todos os presidentes do mundo a toda hora, e disse também que não foi pedida uma reunião bilateral com o presidente norte-americano já que ambos estão em negociação.

Outras afirmações durante a reunião do G7

Ainda falando de Trump, Luiz Inácio afirmou que, em sua visão, a atitude do republicano foi desaforada com o Brasil, e o próprio tem ciência disso, e por essa razão ele continua a agir como um imperador. Segundo o presidente da República, ele mesmo entregou um documento ao líder dos Estados Unidos para o combate ao crime organizado. Para o presidente Lula, o país está disposto a combater a criminalidade.

Já a atitude de entregar o documento a Donald Trump foi para justamente não ser como ele, que fala demais e pouco ouve, e o petista busca não somente falar. A respeito da situação, o republicano afirmou que o Brasil é politicamente difícil. A reunião ocorreu na cidade francesa de Évian-les-Bains, localizada a beira do lago Leman, que fica na divisa entre a França e a Suíça, e se encontra a apenas 45km de uma das principais cidades suíças, Genebra.

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