Agência diz que Maduro e esposa teriam torturado cidadãos americanos

Procuradores de Nova York estariam preparando as acusações que serão apresentadas para a Justiça; anúncio deve ser feito nos próximos dias

08 out, 2026
Nicolás Maduro | Reprodução/Instagram/@nicolasmaduro
Nicolás Maduro | Reprodução/Instagram/@nicolasmaduro

Nesta quarta-feira (7), a agência Reuters afirmou que o ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, devem receber novas acusações na Justiça dos Estados Unidos. O casal estaria prestes a responder à acusação de suposta tortura de cidadãos americanos.

A CNN norte-americana foi a primeira a divulgar o caso. A emissora informou que fontes ouvidas por ela relatam que as acusações estão sendo preparadas por procuradores de Nova York para serem apresentadas para a Justiça. Sendo previsto que ocorra um anúncio oficial nos próximos dias.

A reportagem relata que teriam ocorrido supostas prisões ilegais de cidadãos americanos que se encontravam na Venezuela enquanto Maduro ainda era presidente do país. Além de outros envolvidos nas supostas prisões também poderem ser denunciados.

A prisão do casal

Após uma invasão dos Estados Unidos na Venezuela, as forças armadas capturaram Maduro e Cilia no dia 3 de janeiro deste ano em Caracas, capital venezuelana. Até o momento, os dois seguem presos em uma penitenciária de Nova York, nos EUA.


Nicolás Maduro preso | (Foto: reprodução/X/@eixopolitico)


Com a prisão do ex-ditador, o posto da presidência da Venezuela ficou vago, sendo ocupado interinamente por Delcy Rodríguez, sua antiga vice-presidente. Sua antiga parceira política repreendia Donald Trump, porém, após a invasão, estreitou laços com o presidente americano e se reuniram em setembro.

Um acordo feito com os Estados Unidos permite que o país possa explorar um quinto das reservas de petróleo bruto da Venezuela.

O julgamento de Maduro e Cilia

Maduro está enfrentando quatro acusações criminais, sendo uma delas a conspiração para o narcoterrorismo e conspiração para a importação de cocaína. O venezuelano pode ser sentenciado à prisão perpétua caso seja condenado.

O casal pede o arquivamento do caso, que tem seu julgamento previsto para começar em junho de 2027 de acordo com a determinação de um juiz federal ocorrida em julho.

Mais notícias