Nicolás Maduro e sua esposa se declaram inocentes da acusação de tortura contra adversários
O ex-presidente venezuelano e sua esposa já enfrentam outras acusações, se forem condenados, cada um pode cumprir uma pena de 50 anos
Nesta quinta-feira (15), o presidente deposto da Venezuela, Nicolás Maduro, junto de sua esposa, Cilia Flores, participaram de uma audiência de instrução em Nova York, no tribunal federal de Manhattan às 12h no horário de Brasília, coordenada pelo juiz federal Alvin Hellerstein. A audiência ocorreu devido a acusação feita pelo governo de Donald Trump na semana passada sobre a tortura a adversários políticos. Os dois negaram a acusação feita contra eles.
As novas acusações foram apresentadas quinta-feira passada e agravaram o caso do casal perante a justiça americana, a qual já haviam sido acusados anteriormente de abuso de poder para auxiliarem narcotraficantes no transporte de cocaína. Ambos haviam se declarado inocentes anteriormente.
O casal está em custódia dos Estados Unidos desde 3 janeiro deste ano após serem capturados por militarem americanas na sua residência em Caracas, capital venezuelana. Permanecendo desde então presos nos EUA no Centro de Detenção Metropolitano, no Brooklyn.
Acusações feitas ao casal
Segundo os promotores do gabinete do procurador dos Estados Unidos em Manhattan, as autoridades venezuelanas teriam sido ordenadas por Maduro a torturar políticos da oposição e militares acusados de conspiração contra ele. Em 2014, o então presidente venezuelano teria mandado as autoridades sequestrarem militares para conseguir informações, sendo orientados a “apertá-los com mais força” caso resistissem. Flores teria concordado com a tática usada.
Justiça dos EUA adiciona tortura à lista de acusações contra Nicolás Maduro
https://t.co/uU6zxWgdBa— Folha de S.Paulo (@folha) October 8, 2026
Nicolás Maduro | (Foto: reprodução/X/@folha)
O casal não foi acusado de ter praticado pessoalmente nenhum tipo de tortura, mas caso sejam condenados por todas as acusações feitas receberão uma pena mínima de 50 anos cada um. O julgamento deve ser iniciado em junho de 2027.
Conflito entre os dois países
O mandato de Maduro na Venezuela que durou 13 anos foi marcado por relações tensas entre o país, detentor da maior reserva mundial de petróleo, e os Estados Unidos.
Diversos presidentes americanos sucessivamente impuseram sanções econômicas à Venezuela, alegando violações dos direitos humanos, corrupção e fraudes eleitorais. Enquanto Maduro afirmava que os EUA queriam retirá-lo da presidência para se beneficiar dos recursos naturais venezuelanos.
