Manifestantes entram em confronto com a polícia na Itália
Os confrontos aconteceram na Piazza del Duomo, em Milão, segunda maior cidade da Itália, em meio aos protestos contra o alto custo de vida
No último sábado (11), manifestantes entraram em confronto com a polícia na praça da Catedral de Milão, um dos pontos mais visitados de toda a Itália. Por conta disso, as lojas foram fechadas, turistas tiveram que ser obrigados a deixar a zona central da cidade e a estação de metrô Duomo foi fechada.
Os protestos contra o alto custo de vida no país foram marcados por episódios de violência, com grupos arremessando objetos contra policiais, que avançaram para impedir que a situação saísse ainda mais do controle.
Confronto dos manifestantes com autoridades
A polícia, que estava totalmente equipada para controle de distúrbios, também tentou retirar protestantes encapuzados da Galeria Vittorio Emanuele II, centro comercial de luxo de Milão que fica ao lado da Piazza del Duomo.

Galeria Vittorio Emanuele II, um dos pontos mais visitados de toda a Itália (Reprodução/X/@RollingStoneES)
Durante os confrontos, os policiais avançaram sobre os manifestantes e, ao menos apenas uma pessoa foi imobilizada ao chão pelos agentes. As imagens dos protestos também mostraram fumaça e um estrondo na rua próxima, além de manifestantes com as mãos levantadas para a polícia.
Segundo relatos da imprensa da própria Itália, 25 pessoas ficaram feridas e 50 pessoas foram detidas pelas autoridades, sendo a maior parte delas menores de idade.
Protestos em toda a Europa
Os protestos de jovens contra o alto custo de vida e a crise habitacional se espalharam por sete países do continente europeu: Itália, Portugal, Espanha, França, Bélgica, Albânia e Grécia. Entre outros motivos que vão além da crise habitacional, também envolvem a inflação, baixos salários e alto custo na educação a depender do local.
Na França, milhares de pessoas foram às ruas também no sábado para protestar contra o aumento no custo de vida e a piora dos serviços públicos. As manifestações foram marcadas pela violência, sendo considerada uma das mais violentas do país nos últimos anos.
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que enfrentará uma eleição no próximo ano, condenou a violência e anunciou uma reunião de emergência do próprio governo italiano para discutir em como lidar com a situação.
Giorgia Meloni enfrenta uma forte rejeição do seu mandato, com pesquisas indicando até 56,3% de desaprovação nos últimos dias. Apesar do seu partido, o Irmãos da Itália (FdI), liderar o pleito das pesquisas eleitorais, a coalizão liderada pela centro-esquerda italiana envolvendo o Partido Democrático (PD), Movimento Cinco Estrelas (M5S), Aliança Verde e Esquerda (AVS), Itália Viva (IV) e +Europa (+E) é quem tem a vantagem para as eleições de 2027.
