Alexandre de Moraes irá definir prisão domiciliar de Bolsonaro após perícia médica
Advogados defendem transferência do preso desde o ano passado por problemas de saúde; ex-presidente segue internado sem previsão de alta
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, vai aguardar uma perícia médica para analisar o pedido de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, que está internado há uma semana por broncopneumonia, em hospital de Brasília, mesmo com melhora na saúde, ex-presidente não deve receber alta nos próximos dias.
Solicitação de perícia
O pedido de perícia médica já foi feito outras vezes diante das tentativas de domicílio da defesa de Bolsonaro, com isso, Moraes irá aguardar o procedimento para tomar qualquer decisão. Outros quatro pedidos similares foram feitos nos últimos meses, recusados pelo ministro, que entende que o atendimento disponível no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, é o suficiente para o ex-presidente, que foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe após derrota nas eleições de 2022.
Ex-presidente Jair Bolsonaro (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Sergio Lima)
Entende-se, por parte de aliados de Bolsonaro, que a decisão pode ser a favor da prisão domiciliar para Moraes tentar aliviar a pressão em cima do STF, que vem enfrentando problemas por conta da investigação do Banco Master e a relação de algumas figuras do tribunal com o caso.
Nessa semana, o filho Flávio Bolsonaro, senador e candidato à presidência, se reuniu com o ministro para reforçar o pedido feito pela defesa do pai. Nos últimos meses, o governador Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama, tentaram a mesma ação, apelando pela prisão domiciliar por conta dos problemas de saúde do político, que completa 71 anos no próximo sábado, 21.
Primeira prisão em domicílio
Em agosto do ano passado, Alexandre de Moraes já havia decretado a prisão domiciliar de Bolsonaro por conta de descumprimento de medidas cautelares do STF, porém, quatro meses depois, em 122 de novembro, o ex-presidente foi levado pela Polícia Federal por violar a tornozeleira eletrônica, enviando-o para a Superintendência da Pf em Brasília.
Apesar do pedido, Jair Bolsonaro segue internado na UTI do hospital DF Star, tratando uma pneumonia bacteriana bilateral decorrente de broncoaspiração. Apesar de uma boa evolução clínica e laboratorial, divulgada no último boletim divulgado ontem, ainda não há previsão de alta. Mesmo que estável, espera-se a liberação de uma prisão domiciliar para um monitoramento contínuo e boa estrutura hospitalar.
