Museu Nacional receberá fósseis raros de Universidade de Oxford

Universidade de Oxford repatriará 62 espécimes históricos ao Museu Nacional para ajudar na recomposição do acervo destruído durante o incêndio de 2018.

05 ago, 2026
Museu Nacional | Reprodução/x/@sputnik_brasil
Museu Nacional | Reprodução/x/@sputnik_brasil

De forma definitiva, o Museu de História Natural da Universidade de Oxford vai devolver ao Brasil 62 fósseis mantidos no Reino Unido há várias décadas. A medida faz parte de uma mobilização internacional entre diferentes instituições para apoiar a reconstrução do Museu Nacional, situado no Rio de Janeiro. Considerado a instituição científica mais antiga do país, o Museu Nacional perdeu mais de 80% do seu acervo em um incêndio devastador em 2 de setembro de 2018.

Sobre as peças e o envio

Recordando a tragédia, a britânica Emma Nicholls declarou, em entrevista à BBC, emocionada: “Eu chorei naquele dia, foi devastador. E, mesmo ao falar sobre isso oito anos depois, ainda me emociono”.


Imagem do incêndio no Museu Nacional | Reprodução/X/@showdavida)


A equipe de curadores em Oxford revisou o acervo da instituição em busca de itens originários do Brasil, identificando 118 exemplares ao todo. Entre esse material, há peças com mais de 400 milhões de anos, superando a própria existência dos dinossauros.

Segundo Nicholls, as relíquias já passam pela fase de preparação para o transporte imediato ao território brasileiro. A especialista destacou ainda a ótima conservação do material, fator que facilita a realização de novas pesquisas científicas sobre a história das regiões de onde foram retiradas.

Cooperação global e causas do incêndio no Museu

A pesquisadora pontua: “O que nós queremos é ajudar o Museu Nacional do Brasil, de uma forma singela e humilde. […] Nós, do Museu de História Natural aqui de Oxford, somos uma parte infinitesimalmente pequena de todo esse projeto”.

Na visão de Nicholls, o foco principal precisa estar na reconstrução da instituição carioca, cabendo às entidades estrangeiras apenas prestar assistência dentro do alcance de cada uma.


Universidade de Oxford | Reprodução/X/@UniofOxford)


As investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre a tragédia de 2018 descartaram a ocorrência de crime, indicando que o fogo começou provavelmente por uma falha elétrica em um aparelho de ar-condicionado. O sinistro ocorreu após um longo histórico de problemas de manutenção, escassez de verbas e sucessivos alertas referentes ao estado precário do local.

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