Nova tensão tarifária entre EUA e China promete estremecer o mercado

O governo chinês foi acusado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ter violado os termos do acordo celebrado pelo país asiático com seu país, no último dia 12 de maio, em Genebra, na Suíça. O relato foi feito em um post na rede social Truth Social na manhã de hoje, sem detalhar o […]

30 maio, 2025
Foto destaque: Bandeiras dos Estados Unidos e da China (reprodução/CHARLY TRIBALLEAU/AFP/PHILIP FONG/AFP/Getty Images Embed)
Foto destaque: Bandeiras dos Estados Unidos e da China (reprodução/CHARLY TRIBALLEAU/AFP/PHILIP FONG/AFP/Getty Images Embed)
Acordo para redução das tarifas de importação celebrado no início do mês entre os dois países dura apenas 18 dias, iniciando capítulo amargo para o mercado

O governo chinês foi acusado pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por ter violado os termos do acordo celebrado pelo país asiático com seu país, no último dia 12 de maio, em Genebra, na Suíça. O relato foi feito em um post na rede social Truth Social na manhã de hoje, sem detalhar o que de fato teria ocorrido. Ficou definido no acordo que as tarifas cobradas por ambos os países teriam uma redução de 115% em suas tarifas originais.

O Republicano destacou que somente celebrou o acordo com o intuito de ajudar a China, salvando o país de grave perigo econômico:

Há duas semanas, a China corria grave perigo econômico! As tarifas altíssimas que estabeleci tornaram praticamente impossível para a China vender no mercado dos Estados Unidos, que é, de longe, o número um do mundo. Muitas fábricas fecharam e houve, para dizer o mínimo, ‘agitação civil’. Eu vi o que estava acontecendo e não gostei. Para eles, não para nós. Fiz um acordo rápido com a China para salvá-los do que eu pensava que seria uma situação muito ruim, e eu não queria que isso acontecesse“

Donald Trump

Algumas horas após a publicação de Trump, a Embaixada da China publicou um comunicado através do porta-voz Liu Pengyu, pedindo aos Estados Unidos para acabar com as restrições discriminatórias impostas ao país asiático:

Desde as negociações econômicas e comerciais entre a China e os EUA em Genebra, ambos os lados têm mantido comunicação sobre suas respectivas preocupações nos campos econômico e comercial em várias ocasiões bilaterais e multilaterais em vários níveis

Liu Pengyu

Retaliações ao governo chinês

Diante destes acontecimentos, Stephen Miller, Vice-Chefe de Gabinete de Políticas da Casa Branca, afirmou que o governo americano está preparando novas sanções contra a China: “Isso abre todo tipo de ação para os Estados Unidos garantirem conformidade futura”.


Stephen Miller (Foto: reprodução/Chip Somodevilla/Getty Images Embed)


E continuou, em fala concedida separadamente à CNN:

Há medidas que já foram tomadas, há medidas que estão sendo tomadas, há medidas que estão sendo consideradas. Seria incrivelmente imprudente da parte da China continuar nesse caminho e não buscar, em vez disso, o caminho da cooperação.”

Stephen Miller

Abalo ao mercado

Índices do mercado de ações americano recuaram nesta manhã, diante das preocupações comerciais de violação do acordo tarifário. O principal índice de desempenho do mercado de ações dos Estados Unidos, o S&P 500, caiu 0,2% e o Nasdaq Composite, índice do mercado de ações que inclui quase todas as ações listadas na bolsa de valores de mesmo nome, caiu 0,4%.


Ilustração do índice S&P 500 (Foto: reprodução/ Justin Tallis/AFP/Getty Images Embed)


Já o índice do dólar americano, que é calculado levando em consideração as taxas de câmbio de outras seis moedas estrangeiras (o euro, a libra esterlina, o iene japonês, o dólar canadense, a coroa sueca e o franco suíço) valorizou hoje, e talvez encerre o mês em alta, quebrando uma sequência de quatro meses em queda.

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