Conselho do MPF vota sobre a investigação de Paulo Gonet

O placar está em 2 a 1 sobre o prosseguimento da investigação; e 3 a 0 contra afastar o procurador-geral da República, Paulo Gonet, do caso

25 set, 2026
Foto encontrada pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro mostra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sentado em uma mesa em Londres com o dono do Banco Master | Reprodução/X/@reporterenato
Foto encontrada pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro mostra o procurador-geral da República, Paulo Gonet, sentado em uma mesa em Londres com o dono do Banco Master | Reprodução/X/@reporterenato

O relator do caso envolvendo Daniel Vorcaro e Paulo Gonet no Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), Francisco Sanseverino, afirmou na votação de hoje (25) que mensagens com referências ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro não podem ser analisadas de forma isolada ou fora do contexto exato da investigação. Sendo assim, Francisco votou contra a abertura de uma investigação contra a atuação de Gonet no escândalo do Banco Master.

A conselheira Janice Ascari divergiu do relator em um dos pontos analisados: Votando a favor da designação de um subprocurador-geral da República para aprofundar a análise da notícia-crime envolvendo Gonet e Vorcaro. O também conselheiro Celso de Albuquerque acompanhou o relator. Contudo, tanto Janice e Celso votaram contra em afastar Gonet da Procuradoria-Geral, mesmo concordando com o prosseguimento da investigação.

Análise e possíveis próximos passos

Na pauta desta sexta, os conselheiros do Ministério Público Federal discutem se as referências ao nome do procurador-geral, Paulo Gonet, contêm elementos suficientes para uma investigação criminal e disciplinar sobre seu envolvimento ou, até mesmo, seu afastamento do cargo.

Os eixos principais da investigação giram em torno da condução de investigações sobre a instituição financeira, a atuação em relação à prisão preventiva de Daniel Vorcaro e a condução geral das apurações do caso Banco Master no âmbito do MPF.

Se a maioria dos conselheiros votar pela abertura de uma investigação, um subprocurador-geral da República será designado para conduzir a apuração de forma independente, que analisará os dados e apresentará um relatório final ao próprio Conselho do Ministério Público.

Caso sejam identificados sinais de crimes ou irregularidades no processo, os fatos serão encaminhados de forma urgente ao Supremo Tribunal Federal (STF), foro competente para decidir sobre a abertura de um inquérito contra o procurador-geral da República.

O que Paulo Gonet e a PGR diz sobre

Em manifestações anteriores, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, negou qualquer relacionamento com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmando que o contato foi “brevíssimo e banal”.


Paulo Gonet durante plenário do STF

Paulo Gonet durante plenário do STF (Foto: Reprodução/Agência Brasil/Fabio Rodrigues-Pozzebom)


Paralelamente ao caso, a Procuradoria-Geral da República se pronunciou ao STF defendendo a anulação do relatório elaborado pela Polícia Federal sob a relatoria de André Mendonça, argumentando que o ministro do Supremo “extrapolou” suas competências ao determinar apurações sem pedido prévio do Ministério Público.

A sessão divide opiniões: Aliados da gestão na PGR são a favor do arquivamento da investigação, por outro lado, conselheiros críticos argumentam que os fatos trazidos para o público exigem esclarecimentos gerais.

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