Petrobras descobre nova reserva de petróleo no Amapá

Nova descoberta faz parte de projeto da Petrobrás para complementar produção do pré-sal quando reservas entrarem em declínio natural

02 out, 2026
Visita do presidente Lula ao poço Morpho, no Amapá | Reprodução/Petrobras
Visita do presidente Lula ao poço Morpho, no Amapá | Reprodução/Petrobras

A Petrobras anunciou nesta sexta-feira, 2, que descobriu petróleo mais uma vez no poço Morpho, localizado na costa do Amapá. Se trata de uma perfuração em águas ultraprofundas, ou seja, cerca de 2,9km de profundidade. A descoberta é fruto da continuidade da perfuração do poço, onde já haviam descoberto petróleo em agosto, e do projeto de exploração da Bacia Sedimentar da Foz do Amazonas.

Petrobras planeja alternativas para 2034

Segundo estimativa da estatal, o pré-sal atingirá o pico exploratório em 8 a 9 anos, passando então para o declínio enquanto acabam as reservas naturais. A Petrobras já precisa buscar alternativas para complementar a produção petrolífera nacional, tendo em vista que, entre a descoberta e o bombeamento do insumo, pode se passar até uma década. Caso não “se adiante”, o país pode voltara a depender da importação de petróleo bruto.


Gráfico da Petrobrás para investimentos entre 2026 e 2030. ele indica 2,5 bilhões de dólares para a margem equatorial, 2,4 para a sul sudeste e 2,2 para os demais

Divisão dos investimentos para perfuração de novos poços (Foto: Reprodução/Petrobras)


A esperança é que a Margem Equatorial, localizada entre o Amapá e o Rio Grande do Norte, possa suprir o vácuo deixado pelo declínio do pré-sal, que hoje representa 80% da produção nacional. Não será uma aposta barata. Serão alocados 2,5 bilhões de dólares para a perfuração de 15 poços nos próximos 5 anos. Além disso, outros 14 poços estão planejados para a Margem Sul-Sudeste e 11 em outras localidades. Um investimento total de um pouco mais de 7 bilhões de dólares.

Questões Ambientais

Há, no entanto, um impasse sócioambiental na exploração petrolífera na Foz do Amazonas, principalmente o risco para a biodiversidade da Amazônia. O ecossistema de recifes e esponjas será o maior afetado, além dos manguezais localizados no litoral do Amapá. Além disso, comunidades tradicionais temem as consequências de possíveis acidentes ambientais e da poluição.


Mapa da localização do poço morpho, que fica em águas ultraprofundas a 180km da costa

Mapa do Poço Morpho, localizado a 180km da costa do Amapá (Foto: Reprodução/Petrobras)


Sobre as críticas, a Petrobras garante que estão sendo feitos estudos de impacto ambiental e desenvolvidas “medidas de mitigação, controle e monitoramento dos impactos de nossas atividades”. Também se compromete a intensificar o desenvolvimento de energias renováveis, visando “liderar a jornada rumo à transição energética”.

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