Petróleo russo volta a ser enviado pela Ucrânia para a Europa

Oleoduto Druzhba foi danificado por ataque russo e foi reparado pelos ucranianos em troca de fortalecimento do país na guerra contra a Rússia

22 abr, 2026
Base de extrassão de petróleo  | Reprodução/ Unsplash/ Maria Lupan
Base de extrassão de petróleo | Reprodução/ Unsplash/ Maria Lupan

Nesta quarta-feira (22), a Ucrânia retomou o bombeamento de petróleo da Rússia para a Europa, especialmente para países como Hungria e Eslováquia. Um empréstimo da União Europeia (UE) para o país foi crucial para a aprovação da reforma do local, destruído ainda em 2022 durante a guerra, com ataques feitos pelos russos contra os ucranianos. A confirmação da operação foi feita pela imprensa francesa, AFP, e Reuters, veículo britânico. 

Recebimento dos países europeus

O fluxo de petróleo enviado para o território europeu é feito pelo oleoduto de Druzhba, que passa pelo noroeste do país e teve sua reforma finalizada no último mês, segundo fonte do setor energético ucraniano. Tanto a Hungria quanto a Eslováquia dependem muito do bombeamento de petróleo vindo da Rússia, por conta da localização geográfica dos países, que fica no centro do Velho Continente, sem litoral ou fácil acesso à região de praias, onde se encontra a maior quantidade de combustível fóssil.

Após a divulgação, responsáveis dos países que recebem o bombeamento confirmaram o início do carregamento, como a energética húngara MOL, que garantiu a chegada do petróleo até amanhã para a Hungria e Eslováquia, onde a ministra da Economia, Denisa Sakova, confirmou o fornecimento pelo Facebook. 

Acordo entre Ucrânia e UE

A confirmação de um empréstimo de 90 bilhões de euros da União Europeia para a Ucrânia teria sido o ponto-chave para a volta do bombeamento de petróleo. O valor, que, convertido, passa dos 500 bilhões, será usado para reforçar a defesa da capital Kiev, durante a guerra da Rússia, que já passa de quatro anos. Financeiramente, a Ucrânia irá conseguir garantir uma saúde nos gastos públicos até pelo menos 2027.

Indo contra o conflito, a UE bloqueou a maior parte das importações feitas da Rússia, porém, manteve o oleoduto Druzhba para os países da Europa Central sem litoral, que precisavam de mais tempo para buscar fontes alternativas. No início de 2022, o local foi bombardeado e interrompeu o fornecimento à Hungria e à Eslováquia. 


Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky (Foto: reprodução/Sean Gallup/Getty Images Embed)


A indefinição da reforma do local era tratada como chantagem de ambas as partes, em relação às sanções contra a Rússia e ao acordo, com os países acusando a Ucrânia de adiar os reparos em retaliação ao empréstimo, enquanto o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reclamou da União Europeia, que pressionava a finalização das obras em forma de chantagem para o país receber o valor prometido.

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