MC Ryan SP, MC Poze e criador da Choquei têm prisão preventiva decretada pela Justiça
Polícia Federal aponta investigação sobre esquema bilionário de lavagem de dinheiro; alvos estavam presos temporariamente desde o último dia 15
Nesta quinta-feira (23), a Justiça brasileira decretou a prisão preventiva dos cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo e do criador da página Choquei, Raphael Sousa Oliveira. A decisão atende a pedido da Polícia Federal (PF) e mantém os investigados presos. Além disso, a medida frustra a expectativa de soltura após decisão anterior do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Inicialmente, um habeas corpus havia beneficiado outros investigados do mesmo caso.
Prisões ampliam alcance da operação
Segundo a Justiça, a conversão das prisões temporárias em preventivas busca garantir a ordem pública. Os alvos da operação haviam sido presos temporariamente no último dia 15. Portanto, os investigados permanecem sob custódia por tempo indeterminado. No sistema penal, a prisão temporária tem prazo limitado. Por outro lado, a preventiva pode durar até o fim do processo.
Além disso, a decisão alcança 39 investigados no total. Entre eles, estão empresários, operadores financeiros e suspeitos de liderar o esquema. Enquanto isso, três investigados receberam prisão domiciliar. Diante disso, a medida considera questões de saúde e responsabilidades familiares específicas.
Investigação aponta esquema e risco de interferência
De acordo com a Polícia Federal, o grupo movimentou mais de R$ 1,6 bilhão em atividades que incluem bets ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional. Além disso, a investigação aponta uso de empresas de fachada, criptomoedas e remessas ao exterior. Esses elementos reforçam a complexidade do esquema.
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Familiares de MC Ryan protestam contra prisão (Vídeo: reprodução/Instagram/@redefrancesfm)
Ainda segundo a PF, a liberdade dos investigados poderia comprometer as apurações. Há risco de destruição de provas e alinhamento de versões. Enquanto isso, a defesa de MC Ryan questionou a decisão judicial. Os advogados consideram o pedido da preventiva tardio. Anteriormente, o ministro Messod Azulay Neto apontou irregularidades no prazo da prisão temporária. Ainda assim, a nova decisão manteve os investigados detidos.
Repercussão e desdobramentos do caso
Após a decisão, familiares de MC Ryan protestaram em frente ao Centro de Detenção Provisória, aguardando a possível liberação do cantor. Além disso, a operação teve origem na análise de um celular apreendido. O material revelou conexões com atividades ilegais internacionais.
Enquanto isso, o caso segue sob investigação da Polícia Federal. Novas diligências devem aprofundar o mapeamento das movimentações financeiras. Assim, a Justiça busca garantir o andamento do processo sem interferências. O caso continua a gerar repercussão no meio artístico e digital.
