Príncipe saudita morre após overdose, aponta inquérito

Uma investigação feita no Reino Unido concluiu que a morte do príncipe saudita foi acidental, provocada pelo alto consumo de álcool e drogas

24 jul, 2026
Principe Saudita (Fonte: Reprodução/instagram/@abdulrhmanbinsaed1)
Principe Saudita (Fonte: Reprodução/instagram/@abdulrhmanbinsaed1)

Um inquérito oficial realizado por autoridades do Reino Unido confirmou que o príncipe saudita Abdullah Bin Fahad, de 29 anos, morreu de parada cardíaca causada por mistura de álcool e drogas. O corpo do príncipe, integrante da renomada família real da Arábia Saudita, foi encontrado em novembro de 2025 no Marriott Hotel, hospedaria de luxo localizada no bairro de Kensington, em Londres. O caso é classificado pelas autoridades como uma morte acidental.

Segundo o inquérito, Abdullah se hospedou no hotel dias antes da sua morte e sua última aparição ocorreu no dia anterior ao óbito. No dia seguinte, uma funcionária da área da limpeza do hotel encontrou o príncipe desacordado no banheiro do quarto. Equipes de pronto-socorro foram chamadas, porém ele já não apresentava sinais vitais quando o atendimento chegou ao local.

Exames mostram combinação de substâncias

A perícia realizada no corpo de Abdullah identificou um nível alto de álcool no organismo, além de vestígios de consumo de GHB — droga popular que causa um efeito depressor no sistema nervoso central —, uso de cannabis e medicamentos tranquilizantes como alprazolam. De acordo com o laudo, a combinação dessas substâncias ocasionou uma parada cardíaca fatal.

Homem sorridente usando roupas escuras e um gorro vermelho com detalhes brancos
O principe saudita Abdullah bin Fahad (foto: Reprodução/instagram/@abdulrhmanbinsaed1)

Os investigadores dizem também que o príncipe chegou a receber tratamento especializado anteriormente para dependência de álcool e drogas numa clínica em Londres. Ainda assim, a análise não encontrou indícios de doenças que pudessem detalhar a morte.

Perícia descarta crime

Durante a averiguação, os investigadores avaliaram imagens do sistema de segurança do hotel e ouviram testemunhas. O inquérito determinou não haver indícios de envolvimento de terceiros nem provas de que o caso teria apontado para um possível suicídio. A auxiliar do legista que atuou no caso disse que tudo indica que o príncipe não estava acompanhado nas horas anteriores à sua morte.

Com isso, a Justiça do Reino Unido concluiu o caso, considerando o episódio como uma morte acidental causada pela ingestão de diversas substâncias, colocando fim a meses de especulação sobre o falecimento do herdeiro da família real saudita.

 

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