Justiça Federal manda soltar MC Ryan, Poze e dono da Choquei

Investigação da PF aponta movimentações milionárias ligadas a apostas ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas

14 maio, 2026
Ryan e Poze do Rodo | Reprodução / Instagram/@poptvweb
Ryan e Poze do Rodo | Reprodução / Instagram/@poptvweb

A Justiça Federal determinou a soltura dos funkeiros MC Ryan SP e Poze do Rodo, além de Raphael Sousa Oliveira, proprietário da página Choquei, presos durante a Operação Narco Fluxo. A investigação da Polícia Federal apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado a apostas ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas.

Apesar da revogação das prisões preventivas, a Justiça impôs medidas cautelares aos investigados. A operação também alcançou influenciadores digitais e empresários, enquanto a PF mantém o bloqueio bilionário de bens e ativos ligados ao caso.

Justiça revoga prisões, mas mantém medidas cautelares

A decisão da Justiça Federal beneficiou, além dos artistas e do empresário digital, o casal de influenciadores Chrys Dias e Débora Paixão, assim como Diogo Santos de Almeida. Segundo informações confirmadas pelo UOL, os investigados continuarão respondendo às acusações em liberdade, mas deverão cumprir medidas cautelares determinadas pelo tribunal.


Entenda o caso (Vídeo:Reprodução/YouTube/RádioCBN)


A defesa de Raphael Sousa Oliveira afirmou que a decisão reforça princípios constitucionais como o devido processo legal e a presunção de inocência. Em nota, os advogados declararam que o empresário seguirá colaborando com as autoridades durante o andamento das investigações.

O caso ganhou grande repercussão nacional por envolver nomes populares do funk e das redes sociais, ampliando o debate sobre a relação entre influenciadores digitais, apostas online e possíveis esquemas financeiros ilegais.

PF aponta MC Ryan SP como líder do esquema investigado

De acordo com a Polícia Federal, MC Ryan SP seria apontado como líder e principal beneficiário econômico do suposto esquema criminoso. As investigações indicam que empresas ligadas à produção musical e ao entretenimento eram utilizadas para misturar receitas legais com recursos oriundos de apostas ilegais e rifas digitais.

Ainda segundo a PF, o artista teria transferido participações empresariais para familiares e operadores financeiros com o objetivo de dificultar o rastreamento patrimonial. A polícia também afirma que parte do dinheiro investigado foi utilizada na compra de imóveis, veículos de luxo, joias e outros bens de alto valor.

A Operação Narco Fluxo autorizou o bloqueio de cerca de R$ 1,6 bilhão em ativos financeiros. Além disso, aproximadamente R$ 20 milhões em veículos de luxo foram apreendidos durante as ações realizadas em oito estados e no Distrito Federal.

Investigação começou após apreensão de veleiro com drogas

Segundo o delegado Marcelo Maceiras, responsável pelo caso, a investigação teve início em 2023 após a apreensão de um veleiro carregado com drogas. A partir do rastreamento financeiro, a PF identificou conexões entre movimentações suspeitas, apostas ilegais e possíveis organizações criminosas.


Entenda o motivo da prisão (Vídeo:Reprodução/YouTube/UOL)


O delegado afirmou que o trabalho da corporação segue “o caminho do dinheiro”, buscando identificar a origem dos recursos e os beneficiários finais do esquema. Embora não tenha citado facções específicas, Maceiras declarou que parte do dinheiro investigado possui ligação direta com o tráfico internacional de drogas.

As investigações continuam em andamento e novas diligências não estão descartadas pelas autoridades federais.

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