Quaest mostra empate entre Lula e Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno, com 42% cada
Levantamento marca primeira medição após proibição das bets. No primeiro turno, presidente segue à frente com 39% ante 34% do senador
O instituto de pesquisa Quaest divulgou nesta segunda-feira (28) um levantamento que mostra o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) tecnicamente empatados em um eventual segundo turno das eleições presidenciais. Ambos marcam 42% de intenção de voto. É a primeira simulação do instituto após o anúncio da proibição das bets, feito por Lula na sexta-feira (25).
Há uma semana, a Quaest apontava outro quadro: Flávio tinha 42% contra 41% de Lula nesta mesma simulação de segundo turno. Ainda que dentro da margem de erro, os números oscilaram. No primeiro turno testado agora, Lula soma 39% enquanto Flávio fica em 34%. Comparado ao levantamento anterior, quando o presidente registrava 37% e o senador 33%, há movimento ascendente para ambos.
Segundo turno e cenários
A Quaest submeteu cinco diferentes cenários de segundo turno para medir como a disputa poderia se desenrolar entre o ocupante do Palácio do Planalto e o senador capixaba sob diversas configurações de votos. O instituto trabalhou a partir de entrevistas realizadas entre 24 e 27 de setembro com 2.004 pessoas maiores de 16 anos.
Quaest mostra empate entre Lula e Flávio Bolsonaro em eventual segundo turno (Vídeo: reprodução/YouTube/Itatiaia)
Outros candidatos no primeiro turno
A simulação de primeiro turno também incluiu outros concorrentes. Augusto Cury (Avante) registra 4% das intenções. Ronaldo Caiado (PSD) aparece igualmente com 4%. Renan Santos (Missão) marca 3%, e Romeu Zema (Novo) 1%. Indecisos somam 5%, enquanto brancos, nulos e abstenções totalizam 10%.
Margem de erro e registro
O levantamento foi encomendado pelo jornal O Globo e pela TV Globo. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O número de registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral é BR-06520/2026. Parte das entrevistas ocorreu depois do anúncio sobre as bets, captando assim reações do eleitorado tanto antes quanto após o movimento do governo federal.
