Reação negativa aos gastos da Meta com IA faz Zuckerberg perder quase US$ 16 bi de sua fortuna pessoal

Mercado reage negativamente ao aumento de investimentos anunciado pela empresa; casas de análise cortam projeções e questionam rentabilidade

01 ago, 2026
Mark Zuckerberg I Reprodução/Instagram/@zuck
Mark Zuckerberg I Reprodução/Instagram/@zuck

O patrimônio de Mark Zuckerberg encolheu US$ 15,8 bilhões na última sexta-feira (31), de acordo com a Forbes. A queda reflete o sentimento negativo dos investidores diante do anúncio, feito junto ao balanço trimestral da Meta, de aumento significativo nos gastos com inteligência artificial. Com a desvalorização, Zuckerberg vê sua fortuna reduzida a US$ 186,7 bilhões, mantendo a sexta (31) posição entre as pessoas mais ricas do mundo, atrás de Michael Dell (US$ 237,3 bilhões) e à frente de Jensen Huang, da Nvidia (US$ 172,6 bilhões). Elon Musk permanece no topo, com US$ 713,2 bilhões.

Na última quinta-feira (30), a fortuna do CEO já havia despencado US$ 17,8 bilhões, conforme a mesma fonte, impulsionada pelo tombo das ações da companhia.

Razões para a queda das ações

A Meta comunicou que elevaria sua previsão de despesas para o ano em curso, ao mesmo tempo que se recusou a divulgar uma estimativa de investimentos para 2027. Essa combinação de movimentos gerou dúvida entre analistas e investidores a respeito do efetivo retorno que os bilhões alocados em inteligência artificial renderão.

Nat Schindler, analista do Scotiabank, reduziu seu preço-alvo para as ações da Meta de US$ 700 para US$ 600. De acordo com ele: “Enquanto a empresa não demonstrar que consegue transformar seus investimentos em inteligência artificial em receita, deveria priorizar a geração consistente de fluxo de caixa livre, em vez de focar na dimensão de sua aposta em IA”.

A Wedbush Securities também reviu suas projeções em baixa, cortando o preço-alvo da Meta de US$ 671 para US$ 595. A instituição defendeu que os investidores precisam ser mais rigorosos ao avaliar se os elevados investimentos da companhia resultarão em retornos proporcionais.


Mark Zuckerberg (Foto: reprodução/Bloomberg/Getty Images Embed)


Outras reduções de estimativas

Várias casas de análise acompanharam o movimento de revisão para baixo. A Evercore ISI diminuiu sua projeção em US$ 110, enquanto a Wolfe Research reduziu em US$ 100. Goldman Sachs e Cantor Fitzgerald fizeram cortes de US$ 90 cada uma.

O núcleo da preocupação entre os analistas reside na incerteza acerca da capacidade da Meta de converter seus investimentos em inteligência artificial em receita mensurável. Embora a empresa venha canalizando bilhões em tecnologia de IA para reformular sua operação interna, ela ainda não apresentou sinais concretos de monetização. A ausência de projeção específica para 2027 ampliou essa incerteza, deixando o mercado à espera de prova tangível de que os gastos em IA gerarão retorno compatível com os recursos comprometidos.

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