Resgate busca centenas de trabalhadores presos em túneis após avalanche no Nepal

As equipes enfrentam estruturas tomadas por água e detritos, além da possibilidade de novos desabamentos de geleiras próximas ao local

31 ago, 2026
Casas destruídas no Nepal. | Reprodução/Instagram/@weatherchannel
Casas destruídas no Nepal. | Reprodução/Instagram/@weatherchannel

Equipes de emergência do Nepal trabalham nesta segunda-feira (31) para alcançar centenas de trabalhadores isolados em túneis de usinas hidrelétricas atingidas por uma avalanche na região do Himalaia no último dia 26. A entrada das estruturas foi tomada por lama e detritos, dificultando o acesso das equipes.

Buscas nos túneis

A operação acontece nos distritos de Rasuwa e Nuwakot, uma das áreas mais afetadas pelo desastre. Segundo as autoridades nepalesas, 933 trabalhadores estão presos em 11 projetos hidreltricos. Entre os locais atingidos está o complexo Trishuli-3A, onde as equipes tentam retirar o material que bloqueia os acessos.

Para avançar nos trabalhos, militares utilizam escavadeiras, iluminação artificial e explosivos controlados para remover rochas, lama e água acumuladas nos túneis. Até o momento, três corpos foram encontrados.


 

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Imagens do desastre. (Foto: reprodução/Instagram/@nytimes)


O desastre ocorreu na última quarta-feira e foi associado ao colapso de uma geleira na região próxima à fronteira entre Nepal e Tibete. A avalanche arrastou gelo, pedras, lama e outros detritos, atingindo cidades e comunidades. Mais de 900 pessoas morreram e outras 4 mil estão desaparecidas, segundo autoridades dos dois países. O governo chinês também informou que 261 estrangeiros de 23 países estão entre os desaparecidos no Tibete. O presidente Xi Jinping afirmou que o país está mobilizado para localizar as vítimas.

Risco de novos desastres

O Exército do Nepal informou que quase 21 mil integrantes das forças de segurança participam das buscas, com apoio de civis e voluntários. A China também mobilizou equipes para atuar após a tragédia. De acordo com a emissora CCTV, mais de 2,1 mil socorristas foram enviados, junto à equipamentos e suprimentos transportados por via aérea, enquanto militares chineses utilizam aparelhos capazes de detectar sinais vitais.

Além das dificuldades para encontrar os desaparecidos, as equipes enfrentam o risco de novos desabamentos. Imagens feitas por drones identificaram áreas com grandes depósitos de terra nas margens do rio e estruturas glaciais que permanecem instáveis. Segundo a CCTV, novos colapsos podem provocar outros deslizamentos e favorecer a formação de lagos na região.

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