Após segundo turno ser confirmado, Lula diz estar confiante na vitória contra Flávio Bolsonaro
Flávio marcou 47,39% dos votos válidos, Lula ficou com 44,74%, e nenhum alcançou a maioria necessária para vencer na primeira votação
O Tribunal Superior Eleitoral confirmou no último domingo (4) que a eleição presidencial de 2026 vai a segundo turno. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) voltam às urnas em 25 de outubro para decidir quem governa o país. Com 96,78% das seções apuradas, Flávio registrou 47,39% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 44,74%.
Nenhum dos dois candidatos ultrapassou a marca de 50% dos votos válidos, requisito para vitória no primeiro turno pela lei eleitoral brasileira. A diferença entre eles ficou pouco acima de 2,6 pontos percentuais. Essa configuração levou automaticamente ao pleito de segundo turno confirmado pelo TSE durante a noite.
A reação de Lula ao resultado
O presidente admitiu que o desempenho ficou aquém de suas expectativas no primeiro turno. “O resultado muitas vezes é inesperado, a gente nunca consegue tudo aquilo que a gente queria. Confesso que estava convencido de que ia ganhar as eleições em primeiro turno”, afirmou Lula após a confirmação oficial.
Apesar disso, o petista expressou confiança para a próxima etapa. Ele concentrará seus esforços nos 21 dias de campanha restantes em conquistar eleitores que ainda não compareceram às urnas. Lula destacou que mais de 33,3 milhões de pessoas se abstiveram de votar, volume que representa 21,07% de todo o eleitorado nacional.
Em tom combativo, o presidente descreveu sua estratégia para o mata-mata eleitoral. “O jogo vai começar. Estamos na prorrogação. Na prorrogação, nós vamos convencer o povo brasileiro da importância de continuarmos o projeto de desenvolvimento tecnológico, científico, exploração de terras raras e minerais críticos”, declarou.
“Eu sou muito bom no mata-mata, no tête-à-tête. Aí, nós vamos ver quais são os projetos que o país tem”, disse Lula.
Os cenários em jogo
Se vencer em outubro, Lula ocuparia seu quarto mandato aos 81 anos. Esse feito o tornaria o primeiro brasileiro na história a presidir a república em quatro ocasiões distintas. Seu novo governo iniciaria em 1º de janeiro de 2027.
Flávio Bolsonaro, caso saia vencedor, assumiria aos 45 anos em 5 de janeiro de 2027. Senador pelo PL e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (que governou entre 2019 e 2022), ocuparia a presidência que seu pai deixou vaga após o mandato anterior.
Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice na chapa com Lula, também se dirigiu aos eleitores ausentes no primeiro turno. “Segundo turno é uma nova eleição. Vamos conversar com todas as pessoas, com aqueles que votaram em todos os outros candidatos, até no adversário, para reverter esses votos”, apelou o vice.
Alckmin reforçou a importância do comparecimento às urnas e marcou o momento como historicamente relevante. “Rogo a Deus que uma luz se acenda”, invocou o vice.
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Lula (Vídeo: reprodução/Instagram/@lidertvrs)
Eliminados da disputa
Outros candidatos que não avançaram para o segundo turno incluem Augusto Cury (Avante), que conquistou a terceira posição. A eleição de 2026 também eliminou:
- Renan Santos (Missão)
- Ronaldo Caiado (PSD)
- Romeu Zema (Novo)
- Edmilson Dias (PCB)
- Hertz Dias (PSTU)
- Samara Martins (UP)
- Wilson Grassi (Democrata)
- Clariana Barão (DC)
- Rui Costa Pimenta (PCO)
A campanha para outubro começou imediatamente após a confirmação do resultado. Ambos os candidatos têm três semanas para mobilizar o eleitorado indeciso e os abstinentes até a votação final.
