STF estabelece penas para os réus da trama golpista

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu nesta quinta-feira (11), as condenações dos réus envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, acusado de organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do […]

11 set, 2025
Foto destaque: Braga Netto, Augusto Heleno, Almir Garnier e Mauro Cid foram condenados pelo STF (Foto: reprodução/Getty Image embed/Andressa Anholete/Arthur Menescal/Evaristo Sá)
Foto destaque: Braga Netto, Augusto Heleno, Almir Garnier e Mauro Cid foram condenados pelo STF (Foto: reprodução/Getty Image embed/Andressa Anholete/Arthur Menescal/Evaristo Sá)
O STF definiu as condenações.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) definiu nesta quinta-feira (11), as condenações dos réus envolvidos na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado, acusado de organização criminosa armada e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.

O voto decisivo foi da ministra Cármen Lúcia, que acompanhou o relator Alexandre de Moraes e o ministro Flávio Dino, garantindo a maioria condenatória. Sete aliados de Bolsonaro também foram condenados, com penas que variam conforme o grau de participação nos atos, incluindo regime aberto para aqueles que colaboraram com as investigações.

Perfis dos acusados e suas condenações


Diversos ex-ministros e autoridades militares receberam condenações pelo envolvimento na tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro. Entre eles, o general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), foi condenado a 21 anos de prisão em regime fechado por sua participação estratégica na organização dos atos. Walter Braga Netto, ex-ministro da Defesa e da Casa Civil, recebeu 26 anos de prisão, enquanto Almir Garnier, ex-comandante da Marinha, foi condenado a 24 anos, ambos considerados peças-chave na articulação e no apoio logístico das ações.

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal, recebeu também 24 anos, por omissão e conivência com os ataques. Outros condenados incluem Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa, com 19 anos de pena, também por omissão; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, que recebeu 2 anos em regime aberto por colaborar com as investigações; e Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), condenado a 16 anos e 1 mês, responsável por fornecer apoio estratégico e informações que facilitaram os atos golpistas.

As sentenças refletem a gravidade da participação de cada um, levando em conta o papel e a influência que exerceram na organização dos ataques.


O ministro Alexandre de Moraes destacou a situação dos condenados militares (Vídeo: reprodução/instagram/@portalg1)


Os acusados podem recorrer a decisão do STF

Os réus condenados pela tentativa de golpe de Estado têm o direito de recorrer da decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Esse recurso pode ser apresentado ao próprio STF, solicitando a revisão das condenações ou das penas aplicadas, ou ainda ser levado a instâncias superiores, como o plenário da Corte, dependendo do caso.

O objetivo é garantir que cada acusado tenha a oportunidade de contestar a decisão e apresentar argumentos que possam reduzir ou modificar sua pena.

O processo de recurso é previsto na legislação brasileira como parte do direito à ampla defesa. Durante essa etapa, a defesa dos acusados pode apresentar novas provas, questionar pontos do julgamento ou argumentar sobre a interpretação da lei aplicada. Mesmo com a possibilidade de recorrer, as condenações já determinadas permanecem válidas até que uma decisão judicial em instância superior possa alterá-las, mantendo a efetividade das penas enquanto o processo segue em análise.

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