STF vê pouca chance de reverter condenação de Bolsonaro
Defesa do ex-presidente busca revisão criminal como recurso previsto para contestar condenações já definitivas; presidente do PL demonstra otimismo
Apesar do discurso otimista de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) avaliam que são poucas as chances de a Corte aceitar o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa. Dirigentes do PL esperam uma decisão do ministro Kassio Nunes Marques antes da convenção nacional do partido, marcada para o dia 25 de julho. Integrantes do Supremo afirmam que uma eventual decisão favorável do relator ainda precisará ser analisada pela Corte.
STF considera improvável mudança na condenação
Nos bastidores do STF, os magistrados acreditam que a solicitação tem pouca probabilidade de ser aceita, pois, segundo eles, o processo que condenou o ex-presidente seguiu adequadamente as regras exigidas na legislação brasileira: com ampla produção de provas, realização de interrogatórios, garantia do direito de defesa e análise de todos os recursos apresentados pelos advogados de Bolsonaro.
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Jair Bolsonaro (Foto: reprodução/Instagram/@jairmessiasbolsonaro)
Na visão dos magistrados, ao revisarem a condenação, estariam assumindo uma falha em um julgamento realizado pelo próprio Supremo, hipótese considerada rara devido à complexidade e ao tempo dedicado à realização do processo. Os ministros ressaltam que, ainda que o relator do caso se decida favoravelmente, o processo terá continuidade, pois a decisão final cabe ao conjunto dos ministros da Corte.
Expectativa do PL sobre a revisão criminal
Enquanto o tribunal mantém uma posição contrária ao pedido, dirigentes e parlamentares do Partido Liberal (PL) estão otimistas e aguardam a decisão de Kassio Nunes Marques antes da convenção nacional da legenda. O presidente da sigla, Valdemar Costa Neto, reforçou a expectativa ao afirmar que “muita coisa vai acontecer nos próximos 20 dias“, demonstrando confiança em uma possível reviravolta no caso.
Integrantes do partido reconhecem que são remotas as possibilidades de o processo ser concluído antes das eleições. No entanto, avaliam que manter o assunto em evidência traz visibilidade e importância política em ano eleitoral. A estratégia é manter Jair Bolsonaro no centro do debate público, preservar sua influência como principal liderança do PL e mobilizar os apoiadores por meio da expectativa na reversão de sua condenação.
