Tarifaço entre Brasil e EUA completa um ano sem acordo
Um ano após o tarifaço anunciado por Trump Brasil ainda enfrenta incertezas enquanto governo e setor privado tentam evitar novas sanções
O anúncio do tarifaço dos Estados Unidos contra produtos brasileiros completa um ano nesta quarta-feira (9), mas a disputa comercial entre os dois países ainda está longe de chegar ao fim. Desde então, o governo brasileiro tenta manter as negociações abertas, enquanto empresários seguem acompanhando de perto cada novo desdobramento para evitar prejuízos às exportações.
Um ano de idas e vindas
A tensão começou em julho de 2025, quando o presidente Donald Trump anunciou uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A decisão foi apresentada como uma resposta a práticas que o governo americano considerava desleais, além de críticas direcionadas ao cenário político e jurídico do Brasil.
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Presidente dos Estados Unidos Donald Trump (Foto: Reprodução/Instagram/@realdonaldtrump)
Apesar do impacto inicial, alguns dos principais produtos exportados pelo país ficaram de fora da medida, como petróleo, aviões, celulose e suco de laranja. Ainda assim, o anúncio aumentou a preocupação do setor produtivo e levou o governo brasileiro a buscar alternativas para reduzir os efeitos da decisão.
Ao longo dos últimos meses, representantes dos dois países participaram de reuniões e tentativas de negociação. O encontro entre Lula e Trump durante a Assembleia Geral da ONU ajudou a reduzir a tensão e abriu espaço para um diálogo mais frequente, embora sem uma solução definitiva.
Novo impasse mantém clima de incerteza
Quando parecia que o cenário começava a melhorar, a discussão voltou a ganhar força. Mesmo após a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubar parte das tarifas no início de 2026, o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) abriu uma nova investigação e passou a estudar a aplicação de tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros.
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Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Reprodução/Instagram/@lulaoficial)
O governo brasileiro afirma que continua apostando no diálogo para resolver o impasse, enquanto representantes do agronegócio e da indústria intensificaram as conversas com autoridades americanas para defender a importância da parceria comercial entre os dois países.
Nos bastidores, a expectativa é de que algumas isenções sejam mantidas ou até ampliadas. Ainda assim, exportadores reconhecem que o cenário permanece indefinido e aguardam a decisão do USTR, prevista para 15 de julho, que deve indicar os próximos passos dessa disputa comercial entre Brasil e Estados Unidos.
