Presidente dos EUA disse não ter se preocupado durante ataque

Homem armado invadiu o hotel em que ocorria o jantar de membros da Casa Branca; incidente não preocupava Trump: “Entendo como é a vida”

27 abr, 2026
Donald Trump | Reprodução/X/@donaldtrump
Donald Trump | Reprodução/X/@donaldtrump

Durante um jantar de correspondentes da Casa Branca em um Hotel em Washington, nos Estados Unidos, na noite de sábado (25), um homem abriu fogo contra guardas do Presidente dos EUA em um posto de segurança do local, no entanto, segundo Donald Trump, a ação não o preocupou, e ele não consegue imaginar que exista uma profissão mais perigosa. A investigação aponta que o homem tinha funcionários do presidente como alvo.

“Vivemos em um mundo louco”

Um dia após o ataque ao hotel em Washington, já neste domingo (26), Trump concedeu uma entrevista ao jornal 60 Minutes da CBS News, e segundo ele, não estava preocupado. “Eu entendo como é a vida. Vivemos em um mundo louco”, afirmou. Em um comunicado divulgado pela Casa Branca, também no domingo, foi informado que o presidente segue sem medo após ele e membros de seu gabinete sobreviverem a tentativa de assassinato com disparos a tiros.


Secretária de imprensa Karoline Leavitt, Primeira-dama Melania Trump, presidente Donald Trump e a presidente da Associação de Correspondentes da Casa Branca, Weijia Jiang (Foto: reprodução/Getty Images Embed/Yuri Gripas/Bloomberg)


Além de Trump, outras pessoas foram evacuadas do evento pelo Serviço Secreto americano às pressas no início dos ataques, entre eles, a primeira-dama Melania Trump, o vice-presidente J.D. Vance e o secretário de Saúde Robert F. Kennedy Jr., porém, como relatado pelo próprio presidente americano, teria dado mais trabalho ao tentar entender o que acontecia. “Eu queria ver o que estava acontecendo… e naquele momento começamos a perceber que talvez fosse um problema sério”, afirmou Trump, ainda ao jornal 60 Minutes. O presidente elogiou a equipe de segurança que o protegeu e retirou do evento.

O atirador e os crimes que ele responde’

Cole Tomas Allen, de 31 anos, foi detido e preso ainda no local. Um dos agentes foi atingido, mas não se feriu graças ao colete balístico. Nesta segunda-feira (27), Cole Thomas seria levado ao tribunal com o risco maior de prisão perpétua pelos crimes de tentativa de assassinato do presidente, crime violento e agressão a um agente federal. A força-tarefa de investigação criminal e antiterrorismo do FBI segue por investigar o caso.

De acordo com Todd Blanche, o procurador-geral dos Estados Unidos, o suspeito tinha, “provavelmente”, como alvos membros do alto escalão da Casa Branca, porém a motivação dele ainda segue sob investigação. Allen se descrevia em seu perfil da plataforma LinkedIn como engenheiro mecânico, professor e desenvolvedor de jogos. Natural do estado da Califórnia, o suspeito já era marcado por publicações anti-trump em suas redes sociais, como noticiou a imprensa americana com base em fontes policiais.

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