Trump avalia ataque ao Irã enquanto EUA tentam saída diplomática
Relatos do Wall Street Journal indicam que Trump avalia ataque ao Irã enquanto Casa Branca tenta priorizar a diplomacia em meio à tensão interna iraniana
Com base na publicação desta segunda-feira (12) do jornal norte-americano The Wall Street Journal, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está inclinado a autorizar um ataque ao Irã. A publicação é baseada em relatos diretos do alto escalão da Casa Branca, mas, segundo esses mesmos nomes, o que ocorre é uma tentativa de fazer com que o presidente tome as medidas mais diplomáticas disponíveis.
Tensão no Irã
O clima no país iraniano é de tensão, com diversos protestos nas ruas contra o atual líder, Ali Khamenei. Segundo dados oficiais, as manifestações já acumulam cerca de 600 mortes, além de outros 10 mil presos. Recentemente, também, o governo do Irã cortou a distribuição de internet em todo o país.
Líder Supremo do Irã, Ali Khamenei (Foto: reprodução/Atta Kenare/Getty Images Embed)
Com isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, propaga um discurso que tende à decisão de ataque ao país. No domingo (11), fez uma declaração em que disse considerar “decisões muito fortes” em relação ao Irã. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que o Trump não tem receio de atacar diretamente o Irã.
Reuniões diplomáticas
Segundo o WSJ, nesta terça-feira (13) irá acontecer uma reunião sobre as decisões futuras envolvendo o Irã. A ideia principal é negociar para que o país interrompa a produção de bombas atômicas, assunto que, inclusive, está em pauta desde o ataque em 2024, no ápice da guerra entre Israel e Irã.
O vice-presidente de Donald Trump, JD Vance, é um entre os vários nomes que constam a favor de convencer o presidente a apostar na negociação com Teerã antes de, de fato, autorizar um ataque militar às bases iranianas.
Apesar de a inclinação do presidente norte-americano ser o ataque, uma negociação diplomática não pode ser descartada, já que o governo do Irã também se colocou à disposição para negociações. Porém, também há relatos de que, caso sofram um ataque, irão revidar contra bases americanas no Oriente Médio.
