Trump insulta candidato democrata ao Senado Abdul El-Sayed

Filho de imigrantes egípcios e também concorrente às eleições de meio de mandato é acusado de ser afiliado com a Irmandade Muçulmana

23 out, 2026
Donald Trump | reprodução/wikimedia commons/The White House
Donald Trump | reprodução/wikimedia commons/The White House

O atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atacou diretamente, nesta sexta-feira, dia 23 de outubro, duas semanas antes das midterms, um candidato democrata ao Senado pelo estado de Michigan, o chamando de “jihadista doentio e violento” durante suas declarações à imprensa na Casa Branca. Junto a isso, ele também acusou Abdul El-Sayed de esconder seu nome do meio que é  Mohamed, além de alegar que ele pertence a um grupo chamado “Irmandade Muçulmana”, algo que já foi negado por El-Sayed.

Ataques e acusações contra El-Sayed

Trump afirma que “Ele é um farsantezinho, e tudo nele é falso. É um mentiroso. Fala de todas essas coisas como se fosse moderado, mas não é. Ele é um jihadista. Um jihadista doentio e violento, e não tem lugar no nosso governo”.

Os republicanos vem dizendo há semanas que El-Sayed tem ligações com a Irmandade Muçulmana, que é considerado um grupo terrorista pelo departamento do Estado. Em meio à isso, Mike Rogers, que está numa disputa acirrada com o democrata pela cadeira do Senado, mencionou postagens antigas nas redes feitas pela meia-irmã do rapaz, nas quais ela afirma que sua mãe esteve envolvida com a organização por volta de 1970.

Em um debate entre ambos que foi transmitido na televisão americana esta semana, Rogers questionou a lealdade de El-Sayed ao país, dizendo: “Se você pretende se candidatar ao Senado dos Estados Unidos, precisamos saber: você está a favor da América ou está a favor desses grupos terroristas no exterior?”


Debate entre El-Sayed e Rogers (foto: reprodução/getty images embed/Pool)


Respostas de Abdul El-Sayed 

O candidato democrata negou rebateu as afirmações dizendo que tinha quaisquer ligações com a Irmandade. Também disse que seus pais se divorciaram quando ele tinha apenas três anos, então foi criado pelo pai e pela madrasta, não por sua mãe.

El-Sayed é filho de imigrantes egípcios e, caso seja eleito, será o primeiro muçulmano a subir para o Senado dos Estados Unidos. Em resposta à pergunta do republicano Rogers, ele diz: “É algo bastante indigno de você, Mike. Tenho orgulho da América. Tenho orgulho de ser americano. Tenho orgulho da nossa Constituição, que garante a todos nós o direito de orar como quisermos”.

Ao participar de uma entrevista da NBC news durante o começo do mês de outubro, o candidato muçulmano acusou os republicanos de espalharem a islamofobia: “A única estratégia de Rogers é apontar para mim, para o meu nome e para a minha fé, e dizer que somos diferentes. E que você deve suspeitar das pessoas simplesmente porque elas são diferentes de você na forma como oram. É realmente vergonhoso. Mas ele não tem ideias. Ele não se importa de verdade em resolver problemas. Ele se importa com o poder”.

De acordo com a Reuters, pesquisadores e estrategistas políticos afirmaram que a estratégia tem como objetivo convencer os eleitores judeus e negros da região de Detroit a não votarem em El-Sayed após terem apoiado sua adversária nas primárias democratas, Haley Stevens.

 

Mais notícias