Trump fala sobre Irã em encontro de Saint Patrick’s Day
Em evento ao lado do primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, Trump chama iranianos de lunáticos e afirma que eles não devem possuir armas nucleares
Em evento na Casa Branca, na última terça-feira (17), o presidente dos Estados Unidos Donald Trump foi perguntado sobre os confrontos que vêm acontecendo no Oriente Médio, especificamente em relação ao ataque contra o Irã e disparou sobre o assunto: “não podemos permitir que lunáticos tenham armas nucleares”.
A reunião ocorreu por conta do dia de São Patrício, que celebra a cultura irlandesa e contou com a presença do primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, e a fala do presidente foi debatida nas redes sociais – sendo um dos maiores destaques do encontro.
Guerra vira assunto do evento
A reunião ocorre anualmente com a visita do líder irlandês à capital americana, sendo um encontro simbólico. Nesse ano, acabou tomando o rumo de diversos questionamentos a Trump sobre a escalada do conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel, que tem afetado outras nações ao redor do mundo.
Ver essa foto no Instagram
Encontro do Saint Patrick´s Day na Casa Branca (Fotos: reprodução/ Instagram/@whitehouse)
O presidente foi questionado sobre o impacto da guerra em países com quem tem relação, como a própria Irlanda, que enfrentam aumento dos preços de energia. Sua resposta foi de que a ofensiva é voltada para eliminar uma ameaça nuclear, que o Irã vai levar pelo menos 10 anos para recuperar todo o dano causado e o conflito não deve durar muito.
Mesmo com o assunto fresco, Trump resolveu também destacar a relação econômica dos dois países, enaltecendo o comércio bilateral. Já Martin ressaltou os laços das nações e falou da contribuição da comunidade irlandesa com os EUA, abordando o tema em tom mais diplomático.
Falta de apoio da Otan
Outro tópico abordado na reunião foi sobre a recusa de apoio por parte dos países da Otan, Organização do Tratado do Atlântico Norte, para os Estados Unidos. Donald Trump revelou que os países concordaram em não se envolver com a operação militar contra o regime terrorista do Irã, afirmando estar desapontado com a decisão que considera tola.
Durante o encontro com o primeiro-ministro irlandês, o presidente destacou que os sócios da Otan deveriam ter ajudado – assim como outros países, incluindo Japão, Austrália e Coreia do Sul, que teriam negado o apoio pedido pelo presidente.
Os confrontos pelo Oriente Médio já duram quase vinte dias, iniciados em 28 de fevereiro com ataques coordenados ao Irã, resultando na morte do líder supremo Ali Khamenei e outras autoridades. A resposta iraniana veio em cima de bases americanas e israelenses nas proximidades, em países como os Emirados Árabes, Catar, Kuwait, Bahrein e Iraque, afetando o deslocamento de civis e abastecimento global de combustíveis fósseis e outros recursos naturais, que afeta o preço global da gasolina e energia.
